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SÃO PAULO – A agência de classificação de risco Standard & Poor’s confirmou o rating BBB para o Bradesco (BBDC3; BBDC4), com perspectiva estável, tendo em vista que ganhos do banco sustentarão o crescimento dos ativos dele. “A qualidade dos ativos do Bradesco se deteriorou nos últimos trimestres; porém, não esperamos que os níveis de inadimplência do banco se elevem significativamente”, avaliaram os analistas da agência Ricardo Brito e Vitor Garcia.
A S&P reafirmou os ratings de crédito de emissor de longo e curto prazos ‘BBB/A-2’ na escala global e ‘brAAA/brA-1’ na escala nacional. A agência de classificação de risco também confirmou o rating ‘brAAA’ atribuído na Escala Nacional à sua subsidiária Bradesco Capitalização.
“Vemos a posição de negócios do Bradesco como ‘muito forte’”, disse a equipe. Os dois analistas ressaltam a fatia de mercado que o banco detém na região. De acordo com eles, o volume total de ativos de R$ 830,5 bilhões, no final de junho, o levou a ocupar a posição de segundo maior banco privado da América Latina, detendo uma participação significativa de mercado em termos de empréstimos e depósitos e contando com mais de 4.600 agências.
Brito e Garcia analisam que a estabilidade de negócios do banco é amparada por sua sólida franquia, a qual intensifica a confiança de investidores e depositantes no banco. Grande parte de suas receitas resulta das operações bancárias de varejo e comerciais e são, portanto, muito estáveis. “O Bradesco é essencialmente um banco doméstico e consideramos sua diversificação geográfica como forte vetor”, explicaram.
Os analistas acrescentam que a sólida regulamentação, o bom histórico dos reguladores e uma alta e estável participação dos depósitos de clientes suportam a indústria bancária brasileira. Segundo eles, o apetite moderado por risco do setor bancário nacional é visto como um fator positivo.