S&P eleva rating da Petrobras de B+ para BB- e mantém nota do Brasil com perspectiva negativa

Apesar do aumento da nota, a estatal continua três níveis abaixo do grau de investimento

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SÃO PAULO – A agência de classificação de risco Standard & Poor’s elevou nesta sexta-feira (10) o rating da Petrobras (PETR3; PETR4) de “B+” para “BB-” com perspectiva estável. Apesar do aumento da nota, a estatal segue três níveis abaixo do grau de investimento. Enquanto isso, a agência de risco manteve o rating do Brasil em “BB” com perspectiva negativa.

A S&P ressaltou a liquidez e a estrutura de capital da companhia para explicar a alta do rating. Segundo ele, a companhai está perseguindo uma estratégia de governança que foque em aceleração da redução da dívida e fortalecimento da liquidez. Além disso, o estabelecimento de uma política de preços suporta a visibilidade do fluxo de caixa e uma estrutura de capital mais balanceada, segundo eles.

A perspectiva estável do rating é baseada na expectativa de que Petrobras mantenha melhora da liquidez mesmo em meio às contingências que devem se materializar ao longo de 2017. Além disso, essa projeção também reflete a visão de que a consistência da nova política de preços, com melhora gradual dos padrões de governançca, devem permitir que a companhia melhore seu fluxo de caixa e desalavancagem.

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Sobre o Brasil, a agência afirma que a manutenção da nota reflete o risco de que a estratégia do governo para estabilizar a economia e sua posição fiscal possa ser minada por dinâmicas políticas fluidas após três anos de recessão e por possíveis consequências de investigações de corrupção. A S&P espera para este um processo de ajuste prolongado com uma lenta correção na política fiscal em meio a crescimento modesto da economia.

A expectativa é que o PIB tenha crescimento abaixo de 1% este ano, mas aumentando para 2,5% nos próximos anos, diz a S&P em relatório. Enquanto isso, o déficit do governo deve ficar em uma média de 7% entre 2017 e 2019, com a dívida líquida subindo para 67% do PIB até 2019.


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.