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Smart Fit: a mudança que fez o grupo ganhar escala e chegar ao valor de R$ 8,6 bilhões

Edgard Corona, fundador da rede, participou do podcast Do Zero ao Topo e detalhou a história da construção do grupo

SÃO PAULO – Há dez anos o segmento de academias de baixo custo no Brasil passava por uma transformação, com o lançamento da Smart Fit. Com equipamentos modernos, endereços bem localizados e preços acessíveis (a partir de R$ 69,9) a rede logo se transformou numa das maiores do país.

Hoje, os 2,52 milhões de alunos do grupo Smart Fit mantêm lotadas as 739 unidades, espalhadas por dez países. Na semana passada a companhia chamou a atenção do mercado após o fundo canadense CPPIB comprar 12,4% do grupo por R$ 1,07 bilhão, avaliando a companhia em 8,6 bilhões. Foi o primeiro aporte do fundo canadense no setor de academias na América Latina.

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A preparação para que a companhia conseguisse chegar a esse tamanho, no entanto, começou muito antes da criação da própria Smart Fit — quando os negócios do grupo estavam centrados na Bio Ritmo, a marca mais premium do grupo, criada em 1996.

“Em 2003 nós fizemos uma mudança cultural no grupo. Sem essa mudança, nunca teríamos chegado tão longe”, afirma Edgard Corona, fundador da Smart Fit e da Bio Ritmo, em entrevista ao podcast Do Zero ao Topo. (Ouça o episódio completo nas principais plataformas de podcast do país).

Na época, com a bandeira BioRitmo, a gestão da rede estava toda centrada em Corona. “Eu trabalhava 24 horas por dia. Um dia um amigo me disse que eu precisava mudar meu estilo de gestão e liderança ou eu não iria para frente”, explica.

Iniciou-se então um trabalho de mudança cultural, com o foco em construir uma gestão horizontal. Para que a mudança funcionasse, Corona estabeleceu três fundamentos que passaria a todos os funcionários: a criação de um propósito maior (melhorar a qualidade de vida das pessoas), o aprendizado constante e a liberdade para testar novas ideias e desenvolver novas soluções.

“Isso é o que nos permite continuar inovando. Todos sentem que tem um propósito maior, que são parte da equipe. Por isso, todos lutam pela empresa”, explica.

A entrada do fundo canadense na Smartfit

No podcast Do Zero ao Topo, Corona também falou sobre a entrada de novos fundos na operação. Além do fundo canadense CPPI, o brasileiro Dynamo entrou no capital do grupo na semana passada. O Pátria Investimentos, que já era acionista, fez dois aportes recentemente na empresa, em outubro e novembro, que totalizaram R$ 1,16 bilhão.

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Segundo Corona, no fim do ano passado a companhia começou a estudar novas maneiras de se capitalizar. As opções eram buscar sócios estratégicos ou fazer uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

“O mercado de ações não parecia muito favorável na época e os fundos nos avaliaram a um preço interessante. Com isso, procuramos investidores institucionais de longo prazo para entrar no quadro da companhia. Isso nos trouxe estabilidade e recursos para crescer nos próximos anos”, diz Corona.

Segundo o fundador da Smart Fit, nos últimos 12 meses o grupo abriu 200 academias, sendo 150 delas próprias. O objetivo é repetir esse número ano após ano nos próximos cinco anos.

Sobre o Do Zero ao Topo

O podcast Do Zero ao Topo traz, a cada semana, um empresário de destaque no mercado brasileiro para contar a sua história, compartilhando os maiores desafios enfrentados ao longo do caminho e as principais estratégias utilizadas na construção do negócio.

O programa já recebeu nomes como João Apolinário, fundador da Polishop, José Galló, execuivo responsável pela ascensão da Renner, Guilherme Benchimol, fundador da XP Investimentos, André Penha, cofundador do QuintoAndar e Sebastião Bonfim, criador da Centauro.

Um novo episódio vai ao ar toda quarta-feira a partir das 18h. É possível seguir e escutar o programa pelo Apple Podcasts, SpotifyDeezerSpreakerGoogle PodcastCastbox e demais agregadores de podcast.