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SÃO PAULO – As ações preferenciais da Usiminas (USIM5) dispararam até 14,59% (a R$ 4,32) no pregão desta sexta-feira (20). O movimento iniciou por volta das 15h18 (horário de Brasília) com as ações subindo mais de 10% mas perdeu um pouco de força perto do fechamento. Os papéis encerraram a sessão com alta de 7,96%, a R$ 4,07. Já os papéis ordinários (USIM3, R$ 18,00, -3,07%) operaram descolados em função da briga entre acionistas pelo controle societário da siderúrgica.
O motivo da arrancada de USIM5 foi o acionamento de um “short squeeze” dos papéis na Bolsa. A forte demanda pelo aluguel do papel e falta de doadores no mercado pressionaram os vendidos a zerarem sua posição, provocando uma disparada do papel neste pregão. A explicação é de Celson Plácido, estrategista-chefe da XP Investimentos, citando que a quantidade de ações alugadas de USIM5 batia 17% do free float (ações em circulação no mercado) na véspera (o que já gerava preocupação nesse sentido).
Segundo ele, a demanda por aluguel do papel intensificou depois que ele bateu cotação de R$ 3,35 na Bolsa, no fechamento do dia 30 de janeiro. De lá para cá, o empréstimo com a ação subiu 22%. A taxa para “tomar” a ação alugada também subiu nesses últimos dias e alcançou ontem 7,79% ao ano.
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Vale mencionar que hoje ainda teve no radar da empresa a teleconferência sobre os resultados do quarto trimestre, que teve início às 12h (horário de Brasília). A área comercial da empresa disse que trabalha com a perspectiva de mais um ano de retração no consumo aparente de aço no mercado brasileiro este ano. No ano passado, a siderúrgica registrou seu pior volume de vendas de aço desde 2009, ano que teve impacto da crise global de setembro de 2008.
Segundo Sérgio Leite, vice-presidente comercial da empresa, se o dólar se mantiver no patamar de R$ 2,85, a siderúrgica poderá se beneficiar com o aumento das exportações a partir do segundo trimestre. No ano passado, 17% do volume total foi para o mercado externo.