Sem aceitar mudanças nas regras, Petrobras deve deixar Equador

Governo equatoriano vinha pressionando a estatal a se transformar em uma prestadora de serviços; solução foi deixar o país

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SÃO PAULO – Após negociações entre o governo brasileiro, a direção da Petrobras (PETR3, PETR4) e o presidente do Equador, Rafael Correa, foi decidido que a estatal encerrará suas operações no país, conforme informações do ministro equatoriano de Recursos Naturais Não Renováveis, Wilson Pástor.

A saída é justificada pela tentativa do Equador em estabelecer novas regras para a exploração de petróleo, pressionado a Petrobras a se transformar em uma prestadora de serviço. De acordo com esse novo modelo, o Estado ficaria com todo o lucro da extração petrolífera, remunerando as companhias com base em uma tarifa pré-definida.

O modelo em vigor até então previa contratos de participação. As tentativas de negociações entre os países apontavam duas opções à estatal: migrar o contrato ou sair do negócio. Segundo Pástor, em coletiva de imprensa na última terça-feira (23), a Petrobras não entrou em acordo sobre a tarifa, optando por encerrar suas operações no Equador.

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“Não nos apresentaram nada melhor do que o contrato de partilha e, mesmo que a Petrobras fosse uma prestadora de serviços, o que ela não é, a tarifa sugerida não era compensadora”, comentou, para o jornal O Estado de São Paulo, o diretor da Área Internacional da Petrobras, Jorge Zelada.

Saída
A Petrobras deverá entregar a operação dos seus dois poços no Equador, que possuem produção diária de 19,3 mil barris, no prazo de 120 dias.

A assessoria de imprensa da companhia brasileira foi contata e alegou que não comentará o caso. Além disso, informaram que está prevista a divulgação de uma nota para esclarecer o assunto ainda na manhã desta quarta-feira.