Chega logo, 2018!

“Se ao menos pudéssemos chegar rapidamente em 2018…”, diz BTG sobre Vale

Em relatório após reunião, o BTG destaca que o futuro da Vale é promissor, mas cenário de curto prazo segue desafiador

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SÃO PAULO – A Vale (VALE3;VALE5) fez uma reunião com investidores e acionistas em São Paulo na última quarta-feira e, segundo os analistas do BTG Pactual, não houve mudanças significativas na mensagem da administração.

A realidade dos anos de 2015 e 2016 é bastante desafiadora em várias frentes (retorno de caixa, alavancagem, entre outros), mas a companhia continua trabalhando para que a companhia se torne mais competitiva em 2018. 

As expectativas é de que se tenham maiores volumes de minério de ferro e níquel entre 15% a 30%, um aumento no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de US$ 7 a tonelada, corte no capex de US$ 4 bilhões e ganhos na qualidade do minério de ferro, com o conteúdo de ferro subindo 1 ponto percentual. 

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Estes planos, afirmam os analistas do BTG, são críveis e aumentam o valor presente líquido, mas os analistas destacam que mantêm a visão de que a história da companhia permanecerá vulnerável a uma correção de curto prazo em relação aos preços do minério de ferro  em IO e ao valuation da empresa. “Se ao menos pudéssemos avançar rapidamente em 2018…”, destaca o BTG no título de seu relatório. 

Com isso, a perspectiva para a companhia segue neutra. O minério de ferro deve seguir entre US$ 60 a tonelada, seguindo o aperto no mercado. Além disso, os analistas ressaltam que os múltiplos seguem esticados e os retornos de curto prazo permanecem fracos. E o fluxo de caixa livre permanece pouco atraente.