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SBM escondeu do mercado que tinha sido informada sobre propina na Petrobras

Na teleconferência de resultados da companhia holandesa, o CEO informou apenas que uma investigação interna não havia identificado irregularidades em relação aos contratos com a estatal brasileira

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SÃO PAULO – Uma gravação mostrou que a holandesa SBM Offshore escondeu do mercado no ano passado que tinha sido informada pelo Ministério Público da Holanda de que funcionários da Petrobras (PETR3; PETR4) receberam propina, segundo informações do jornal Folha de S. Paulo.

Na teleconferência de resultados da companhia holandesa, o CEO, Bruno Chabbas, informou apenas que uma investigação interna não havia identificado irregularidades em relação aos contratos com a estatal brasileira. “Nós não encontramos nada impróprio no Brasil”, disse. “O mesmo foi feito pela Petrobras”, completou.

De acordo com a Folha, participaram da reunião analistas do Morgan Stanley, UBS e ABN AMRO. A publicação afirma que a SBM omitiu uma informação crucial de que três meses antes, em maio de 2014, quando foi comunicada pelos procuradores holandeses da descoberta de provas que o lobista Julio Faerman, seu representante no Brasil, pagara propina a servidores da estatal brasileira.

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Na época, a SBM repassou a informação em sigilo para a Petrobras, que informou então a CGU (Controladoria-Geral da União). A Folha cita um documento enviado em junho pela CGU ao Ministério da Justiça que diz que a SBM havia relatado que “alguns milhões de dólares foram pagos para funcionários da Petrobras por meio de seu anterior representante no Brasil”. Mesmo de posse desses detalhes, a SBM disse na apresentação do balanço público que nada havia sido encontrado.