São Martinho: empresa acredita que próxima safra deva ser melhor

Período começou com fortes chuvas, mas companhia acredita em recuperação dos números durante o ano

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SÃO PAULO – Se a safra passada foi ruim para a São Martinho (SMTO3), afetada pelas condições climáticas adversas, a companhia acredita que a próxima deva apresentar números melhores. O mercado não gostou dos resultados referentes à 2011/12, e os papéis da companhia apresentaram queda após a divulgação dos números. 

“Esperamos uma recuperação da moagem na próxima safra”, afirmou Felipe Vicchiato, gerente de relações com investidores da São Martinho. Depois de uma safra turbulenta, a empresa deve ter a oportunidade de contar com o resultado consolidado da sua nova aquisição: a Usina Santa Cruz.

Safra deve ter preços melhores
A empresa também deve contar com preços melhores que o período passado – o que pode ajudar na recuperação da margem Ebitda (relação percentual entre receita líquida e geração operacional de caixa). “Devemos ter um preço médio de açúcar 15% superior à safra passada, além de maior volume”, afirmou o gerente. No ano anterior, foi o açúcar o principal produto da companhia.

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Um dos vilões de 2011/12 foi a desvalorização cambial, que prejudicou a companhia – que vê cerca de 40%. Isso não deve ser problema para os próximos meses. “Deveremos ter menor impacto cambial ao longo dessa safra”, afirmou Vicchiato, destacando que a companhia fez hedge em relação à isso.

Importância também deve ser dado na movimentação dos preços do etanol – que pode ser beneficiado por um aumento no preço da gasolina. “Não tem mais Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) para tirar da gasolina, então tudo que for feito para aumentar a rentabilidade da Petrobras (PETR3; PETR4) deve beneficiar o setor de etanol”, destacou João Carvalho de Val, diretor de relações com investidores da companhia. 

Chuvas já prejudicam 1º trimestre
Se a expectativa é por uma safra positiva, é válido destacar que o início não tem sido muito positivo. “O primeiro trimestre deve ser fraco em relação a volume, já que o mês de junho teve bastante chuvas”, salientou Vicchiato. As principais usinas tiveram paralisação de duas semanas. A perspectiva da São Martinho, porém, é que a companhia recupere sua produção ao longo do ano.

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“Está um pouco cedo para descobrir se as condições climáticas serão ruins nesta safra, mas acho difícil ser pior que ano passado”, afirmou Val. Essa pode ser um dos principais fatores para a desaceleração da produção da São Martinho. Ele lembra que as chuvas também possuem um lado positivo: permitem que a cana se desenvolva. 

Para ele, essa safra deve representar a consolidação dos investimentos feitos nos últimos anos, o que deve permitir que ela seja muito positiva em termos tanto agrícolas quanto econômicos. Assim, os objetivos da companhia podem ser atingidos. “Nosso guidance é realista. Não é nem otimista, nem conservador. É o que achamos que podemos entregar”, finalizou Vicchiato.