Santander reduz preço-alvo para Marfrig e abaixa recomendação das ações

Alavancagem da companhia deve aumentar por não ter conseguido usar créditos tributários; queda projetada de 21,43%

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SÃO PAULO – O Santander reduziu a recomendação das ações da Marfrig (MRFG3) para performance abaixo do mercado, após reduzir o preço-alvo para as mesmas, que agora deverão terminar o ano valendo R$ 11, ante uma anterior estimativa de R$ 16, uma desvalorização de 21,43% frente ao fechamento de sexta-feira (27). 

Os analistas afirmando que a companhia deverá aumentar sua alavancagem, conforme a empresa gaste mais do que arrecade, uma vez que ela não tem conseguido aproveitar créditos tributários. 

Créditos tributários e alavancagem
A equipe composta por Gabriel Vaz de Lima e Luis Miranda acredita que a geração operacional de caixa da empresa tem sido limitada pelos aumentos de créditos tributários não-monetários, já que esse créditos reduzem o custo das mercadorias vendidas e portanto, estão inseridos no Ebitda (geração operacional de caixa) da companhia.

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Além disto, os analistas lembram que a empresa tem muitos CNPJs, tendo em vista as recentes aquisições, o que torna difícil a coordenação de geração e compensação dos créditos tributários.

“A Marfrig também não tem gerado lucro taxável e virou uma grande exportadora após a aquisição da Ceara, o que impede que esses créditos sejam usados, já que exportação de carne fresca é livre de impostos”, apontam os analistas. 

Com isso, a empresa tem tido uma geração operacional de caixa monetária de apenas R$ 200 milhões, o que não é o suficiente para pagar os R$ 250 milhões de despesas financeiras trimestrais, o que deve fazer com que a empresa continue a alavancar seu caixa.