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SÃO PAULO – “Fácil de gostar”. Com essa frase o Santander começa o relatório de início de cobertura sobre a EzTec (EZTC3). O time de análise do banco, formado por Flavio Queiroz, Fabiola Gama e Gonzalo Fernández, recomenda a compra das ações da companhia, projetando para o final de 2011 um preço-alvo de R$ 24, que indica um upside (potencial teórico de valorização) de 80,3% – com base no fechamento da última terça-feira (21).
O primeiro ponto destacado pelo trio de analistas é que a empresa possui um dos maiores níveis de lucratividade tanto em termos de ROIC (Retorno Sobre Capital Investido, na sigla em inglês) quanto em ROE (Retorno Sobre o Patrimônio, também na sigla em inglês) dentre aquelas que fazem parte do universo de cobertura do banco.
Isso ganha ainda mais evidência devido ao fato da EzTec focar sua atuação de mercado para o mercado de classes média/alta e alta, segmentos menos favoráveis em termos de ciclo de caixa, avaliam Queiroz, Gama e Fernández.
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Margens são “benchmark” para o setor
O trio de analistas ainda ressalta as margens da companhia como um “benchmark” (referência) para as imobiliárias. Para eles, isso é resultado da habilidade da empresa em desenvolver projetos que conseguem maximizar o potencial do terreno, “diminuindo a dependência das vendas potenciais”, além da eficiência operacional e das sinergias geradas a partir da sua atuação limitada no território brasileiro.
“A alta rentabilidade da EzTec tem permitido à empresa aumentar em mais que o dobro os seus lançamentos anuais desde 2007 baseada principalmente na sua geração de caixa, tirando a necessidade de levantar capital adicional”, exaltam os três analistas. O crescimento do lucro também é destacado, com as projeções do Santander apontando um CAGR (taxa composto de crescimento anual) de 66% entre 2008 e 2010, o maior da indústria.
Apesar dessa forte expansão, a companhia tem registrado uma evolução mais modesta do top line, o que, na visão da empresa, reflete o próprio perfil da empresa de crescer apenas através de sua geração de caixa, “sem requerer de mais diluição de capital”.
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Ações em desconto
Por fim, Queiroz, Gama e Fernández chamam atenção para o múltiplo “2011E P/E” (preço da ação sobre lucro da empresa estimado para o final de 2011), que encontra-se em 6,2 vezes, 28% abaixo da média do setor. “O valuation atual está precificando uma redução no top line da companhia, o que consideramos um evento extremamente improvável”, refutam os analistas.