Santander inicia cobertura de Ecorodovias com recomendação de compra

Para os analistas do banco, empresa tem boa estratégia e poderá aproveitar oportunidades no curto e médio prazos

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SÃO PAULO – O Santander iniciou a cobertura da Ecorodovias (ECOR3) com uma avaliação positiva da empresa, destacando a estratégia adotada, opotunidades de crescimento e estrutura financeira.

Desta forma, a recomendação concedida foi de compra, com preço-alvo de R$ 17,50 para o final deste ano. O valor representa um upside (potencial teórico de valorização) de 32,27% em relação ao último fechamento.

Estratégia
Na opinião dos analistas Caio Dias e Alexandre Amson, que assinam o relatório do banco, a estratégia da Ecorodovias de logística de infraestrutura integrada “deve permitir à empresa capturar oportunidades de crescimento atrativas no curto e médio prazo”.

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A expectativa é que a companhia consiga capturar o aumento dos volumes de tráfego no País. Ademais, a opção de desenvolver um negócio de logística intermodal, com instalações estrategicamente localizadas próximas a rodovias, ferrovias, aeroportos e portos também é destacada pela dupla.

Oportunidades
Os analistas esperam ainda que muitos investimentos previstos em infraestrutura sejam transferidos para o controle privado nos próximos anos. “As concessões de aeroportos e portos, e possíveis aquisições no mercado secundário, também podem representar oportunidades de crescimento atrativas”.

Nesse contexto, a dupla do Santander aponta que a Ecorodovias está bem posicionada para concorrer por essas oportunidades de investimentos e concessões.

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Posição financeira
Em sua análise, a equipe também tece elogios para a posição financeira da empresa. “Acreditamos que a Ecorodovias tem flexibilidade financeira significativa para sustentar grandes investimentos”.

Esse fator é considerado crítico para obter êxito na disputa nos próximos leilões de concessões e também para efetuar grandes aquisições no curto prazo.

Riscos
Por fim, o Santander ressalta os riscos para a empresa, entre eles a “baixa visibilidade sobre o segmento de logística prematuro e o resultado desfavorável da estrutura regulatória de logística de porto seco ainda em desenvolvimento”.