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SÃO PAULO – Após o aumento dos preços de gasolina e do diesel, comunicado na última terça-feira (29) pela Petrobras (PETR3;PETR4), a sinalização é de que é preciso mais para a melhoria dos fundamentos da empresa no longo prazo, de acordo com o Santander.
E, tendo em vista a incapacidade de gerar retorno sobre o capital empregado superior ao custo de capital, apesar do aumento de preços, o Santander recomenda investir nos papéis preferenciais da companhia, em vez das ordinárias, em meio às perspectivas de que ela poderá cortar os dividendos das ações ordinárias.
Apesar de considerar que foi mantido o desconto em relação aos pares internacionais, o analista Vicente Falaga Neto elevou as estimativas de lucro para 2013 em R$ 5,2 bilhões, após o reajuste anunciado, passando de R$ 23,6 bilhões para R$ 28,8 bilhões.
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Além disso, assumindo uma paridade de longo prazo e uma queda dos preços de petróleo para US$ 85,00 o barril, Falaga Neto elevou o preço-alvo em apenas R$ 0,50, para R$ 23,50, configurando um potencial de valorização de 29,98% em relação ao fechamento de quinta-feira (31). A recomendação para os papéis é de manutenção.
Companhia precisa de mais para melhorar caixa
De acordo com o analista, a companhia precisa de mais de um evento – como aumento de preços, venda de ativos, corte de dividendos ou redução de investimentos – de modo a melhorar de forma significativa a percepção para a geração do fluxo de caixa.
A principal questão pendente, avalia Falaga Neto, é se haverá um aumento adicional nos preços da gasolina e do diesel. Em 2012, ressalta o analista, a gasolina registrou alta apenas de 8%, enquanto o diesel subiu 10%, apesar do orçamento implicar um aumento de preço de 15% para os dois produtos no final de ano.
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Impacto positivo para a São Martinho
O analista reforça ainda que o aumento do preço da gasolina na bomba deve favorecer a São Martinho (SMTO3). Com uma alta de 3% da gasolina na bomba, os produtores de etanol podem aumentar os preços do hidratado em cerca de 5%.
Este aumento dos preços elevou as estimativas do Ebitda (lucro antes de juros, depreciações e amortizações) em cerca de 2% e o preço-alvo em R$ 1,90, para R$ 35,00, o que configura um potencial de valorização de 22,81% em relação ao último fechamento.
Já quanto à Cosan (CSAN3), a expectativa é de crescimento de um efeito limitado de apenas 0,4% sobre o Ebitda, devido à participação representativa de outros negócios. A recomendação segue de compra para os ativos, com preço-alvo de R$ 49,00, o que configura um potencial de valorização de 4,26% em relação ao último fechamento.