Safra e UBS rebaixam Petrobras e BofA diz que baixa contábil pode afetar dividendos

O Safra cortou o preço-alvo dos papéis PETR4 de R$ 26,00 para R$ 12,00, enquanto o UBS reduziu seu preço para as ações PETR3 de R$ 20,00 para R$ 15,00
Foto: Bloomberg
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SÃO PAULO – Não bastasse o peso das investigações de corrupção e o atraso na divulgação do resultado do terceiro trimestre, a Petrobras (PETR3; PETR4) agora tem que lidar com o pessimismo que os bancos e corretoras estão do futuro da companhia. Nesta terça-feira (19) mais duas instituições cortaram suas recomendações para os papéis da estatal.

A J. Safra Corretora rebaixou sua recomendação para os ativos PETR4 outperform (desempenho acima da média do mercado) para neutro, cortando também o preço-alvo da ação de R$ 26,00 para R$ 12,00. Enquanto isso, o UBS rebaixou sua recomendação para os papéis PETR3 de compra para neutro, com o preço-alvo passando de R$ 20,00 para R$ 15,00.

Para completar, o Bank of America Merrill Lynch afirmou em relatório que a capacidade da Petrobras ter suas demonstrações financeiras auditadas no curto prazo continua altamente incerta. “Isso pode adicionar incerteza sobre a capacidade da empresa para acessar os mercados de dívida”, disse o banco, que completou afirmando que a baixa contábil da companhia pode afetar dividendos das ações ON.

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Os analistas Sergio Tamashiro e Leonardo Olmos, do Safra, destacam que a empresa está passando por um momento difícil, e que, apesar da situação financeira desconfortável, não acreditam na necessidade de qualquer aumento de capital em 2015, desde que a empresa cumpra as suas metas de produção nos próximos três anos.

Seguindo o pensamento do BofA, eles também destacam ainda que é possível que o pagamento dividendos para as ações ordinárias seja sacrificado no próximo ano dado uma piora nos resultados e também com as investigações de corrupção.

Do lado do UBS, os analistas Lilyanna Yang e Carlos Herrera consideram que há grandes chances da empresa perder seu grau de investimento, levando a companhia a realizar uma emissão de ações a preços deprimidos. Por outro lado, eles acreditam que é mais provável que primeiro a diretoria realize desinvestimentos no pré-sal, elevando preços ou mesmo atrasando o capex da área de refino.


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.