Resultado de Petro vem dentro das expectativas, mas deixa a desejar

Sugestão de compra é mantida para investidores no médio e longo prazos; cautela é a recomendação no curto prazo

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SÃO PAULO – A Petrobras (PETR3, PETR4), que divulgou na véspera seus resultados no segundo trimestre de 2011, apresentou números alinhados com as expectativas do mercado, embora alguns analistas tenha considerado os números “fracos e de qualidade a desejar”.

“A empresa mostrou bons resultados neste segundo trimestre, destaque para o desempenho positivo do segmento de exploração e produção, em contraste à performance do segmento abastecimento, que sofreu com a elevação da importação de derivados”, afirma Marco Antonio Saravalle, da Coinvalores.

Os resultados impactaram no preço da ação nesta terça, que por volta das 12h39 era cotada a R$ 20,71, desvalorização de 1,33% frente ao fechamento de segunda-feira, quando PETR4 valia R$ 20,99.

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Para Henrique Ribas, da Planner Corretora, o resultado da petroquímica também veio dentro das previsões, porém foi considerado fraco pelo analista.

“A evolução ainda é fraca na produção de petróleo, em parte influenciada pela parada para manutenção de alguns poços na bacia de Campos, porém influenciado também pela entrada, ainda que lenta, de novos poços produtores”, explica Ribas.

Segundo Leonardo Zanfelicio, da Concórdia, apesar da companhia ter registrado um lucro líquido recorde para um trimestre, a qualidade do resultado apresentado pela Petrobras deixou a desejar, haja vista a piora das margens operacionais pelo segundo trimestre consecutivo.

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“Alertávamos para a falta da capacidade de refino de gasolina e óleo diesel para atender o mercado interno seria um problema para a companhia, pois a empresa precisaria importar mais destes derivados ao um preço de petróleo superior ao que ela pratica no mercado interno. E, foi justamente isto que aconteceu”, diz o analista ressaltando ainda que este foi o fator que mais prejudicou a rentabilidade da companhia neste primeiro semestre, mesmo com o câmbio favorável as importações.

Recomendações
Neste sentido, Zanfelicio, da Concórdia, mantém a recomendação de compra para a Petrobras para aqueles investidores com foco no médio/ longo prazos, pois acredita que os investimentos no pré-sal e no aumento da capacidade de refino irão elevar o patamar de rentabilidade da companhia nos próximos cinco anos.

“Porém, recomendamos cautela para aqueles investidores com foco no curto prazo, pois só acreditamos que as ações da empresa irão registrar recuperação mais consistente quando a Petrobras reajustar os preços de seus derivados em linha com a cotação do petróleo no mercado internacional”, afirma o analista.

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Para a Planner, o investimento em Petrobras também apresnta maturação mais longa e guarda forte relação com o preço do petróleo, “todavia acreditamos que os papéis estejam excessivamente descontados e mantemos nossa recomendação de compra para as ações PETR4”, também alerta o analista Henrique Ribas. A Planner coloca preço-alvo de R$ 30,20 para o papel, o que representa um upside de 43,88% ante o fechamento da véspera.

Por fim, e na mesma linha, o Marco Antonio Saravalle, da Coinvalores, acredita que com a divulgação de menores cifras e realocação de recursos de forma mais eficiente, as ações da Petrobras devem retomar o ciclo de alta.

“Entretanto, recomendamos compra para as ações da Petrobras, sobretudo para investidores que vislumbrem o médio/longo prazos”, finaliza o analista.