Resultado de Lojas Americanas é positivo, mas B2W desagrada

Analistas seguem otimistas com empresa; vendas em lojas físicas são destaque; B2W inspira receio de analistas

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SÃO PAULO – Positivo. Esta foi a avaliação dos analistas diante do resultado de Lojas Americanas (LAME4) no terceiro trimestre deste ano, apresentado na última quinta-feira (10).

“Os resultados foram amplamente em linha com as expectativas sobre as vendas, além do avanço de 5% e 7% do lucro bruto e Ebitda, respectivamente, a despeito do dramático desempenho de sua subsidiária, a B2W”, destaca a dupla de analistas do Goldamn Sachs, Irma Sgarz e Rachel Rodrigues.

Esta é a mesma opinião do BB Investimentos. “Mais uma vez a Lojas Americanas apresenta resultado positivo nas lojas físicas com uma operação robusta, crescimento da receita e ganhos em termos de margem bruta e Ebtida. A companhia continua mostrando o empenho em reduzir as despesas e assim aumentar a rentabilidade da operação, o que vem conseguindo mesmo com a manutenção de seu plano de expansão”, afirma Nataniel Cezimbra.

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Cezimbra porém, destaca um ponto negativo do relatório apresentado. “Por outro lado, a manutenção das dificuldades operacionais enfrentadas pela B2W passa a pesar cada vez mais no resultado consolidado. Resta saber quando e se a B2W conseguirá”, conclui o especialista.

Neste sentido, o BB Investimentos mantém a classificação de outperform (desempenho acima da média) para LAME4, com preço-alvo de R$ 21,20, upside de 39,01%, frente ao último fechamento quando as ações da empresa valiam R$ 15,25.

Compensação
Para o head de análise da Ágora corretora, Marco Melo, o resultado da B2W foi compensado pelo desempenho da companhia como um todo. “Mantemos nossa recomendação de compra para a Lojas Americanas, baseada principalmente no desempenho da divisão de lojas físicas”. Neste sentido, o analista mantém a recomendação de compra para as ações, com preço alvo de R$ 20,20, um upside de 32,5%.

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Por sua vez, a analista Julia Monteiro, da Ativa Corretora, também acredita que os resultados foram positivos, superando as expectativas do mercado, com elevação de margens. “A companhia reportou que pretende manter seu plano agressivo de expansão orgânica e já negocia 70 lojas para 2012. Percebemos ainda que a empresa tem conseguido diluir despesas e reduzir custos, mesmo com a incidência de despesas pré-operacionais e elevado número de lojas em fase de maturação”.

Por fim, a analista lembra o perfil da companhia, voltado para classe B e C, com produtos de baixo ticket médio, “sendo, assim, pouco dependente de crédito. O valuation de Lojas Americanas encontra-se em revisão e, em breve, divulgaremos novo preço-alvo e recomendação”, conclui.