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SÃO PAULO – Os resultados trimestrais da Tractebel (TBLE3), divulgados na sexta-feira (4), foram considerados sólidos pelo Itaú BBA e pela Concórdia, embora em linha com o esperado por ambas as corretoras. Assim, a companhia deverá ver reflexos positivos em sua ação, na visão do Itaú, visão não compartilhada pela Banco Banif Corretora, que não vê interferência nas cotações da empresa por conta dos números.
De acordo com a equipe de análise do Itaú, composta por Marcos Severine, Mariana Coelho e André Rezende, a empresa mostrou melhoras no lado operacional, particularmente por conta do maior preço médio de energia vendida, mas fora impactada pelos seus resultados financeiros.
Cenário adverso e piora nos custos
Isso, mesmo apesar do cenário adverso. “A empresa apresentou bons resltados mesmo com os preços no mercado de curto prazo bastante abaixo do que se via no ano anterior”, destacou Leonardo Zanfelicio, da Concórdia. O analista também lembra que o aumento no preço e no volume de vendas mitigou os efeitos de uma maior pressão dos gastos operacionais.
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Os custos surpreenderam os analistas do Itaú – que acreditavam que esse número viria 4,7% menor do que veio. Os drivers positivos vistos pela equipe, como o início de operação de duas turbinas na usina de Estreito e o aumento de exportações para Argentina e Uruguai, foram também prejudicados pela redução de receitas nas transações com a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).
A Banif porém, não acredita que isso levou a uma corrosão do Ebitda (Geração operacional de Caixa) da companhia, que esteve em linha com o esperado pelo mercado. O Itaú, contudo, ressalta que o aumento dos custos foi o fator principal para que essa linha do resultado não alcançasse suas expectativas.
Recomendações
O balanço não altera, assim, a percepção do Itaú para a ação. “Continuamos a ver a Tractebel como uma empresa altamente defensiva de geração de energia”, destacam os analistas que possuem recomendação outperform (performance acima do mercado) e preço-alvo de R$ 35,50 – um upside teórico de 25,04% frente ao fechamento da sexta-feira (4).
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Já Zanfelicio, recomenda a compra dos títulos TBLE3, projetando um preço-alvo de R$ 33,71 por ação da companhia, potencial teórico de valorização de 18,74% frente a mesma base de comparação. “Reforçamos nossa visão de que a companhia é um interessante case no setor elétrico, aliando crescimento à boa recmuneração em proventos”, destaca o analista. Por sua vez, o Banif revisa seu modelo para a companhia.