Resultado da Romi do 4º trimestre decepciona e ações despencam 13,7%

Papéis apresentaram a maior baixa de toda a BM&F Bovespa, após balanço abaixo das expectativas do mercado

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SÃO PAULO – Após trazer números decepcionantes em seu resultado referente ao quarto trimestre de 2011, as ações da Indústrias Romi (ROMI3) registraram a maior queda dentre todos os papéis negociados na BM&F Bovespa nesta quarta-feira (8).

Os papéis recuaram 13,68%, cotados a R$ 5,74, enquanto o Ibovespa apresentou recuo de 0,13%, aos 65.831 pontos. Os ativos chegaram a cair 15,79% no pregão, aos R$ 5,60, quando atingiram a mínima do intraday. O volume financeiro dos papéis ROMI3 foi bem forte no dia, totalizando R$ 2,97 milhões, bem acima da média diária dos últimos 21 dias, de R$ 264,62 mil.

O Citigroup projetava alta de 7% no faturamento, de 5,9% no Ebitda (geração operacional de caixa) e de 29,2% no lucro líquido, enquanto a Fator Corretora estimava queda de 19,3% na receita líquida, de 89,3% no Ebitda e de 95,5% no resultado final. No entanto, a empresa apresentou prejuízo, geração de caixa negativa e 6,3% de baixa na receita.

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Preços mais baixos e demissões pesam
A atividade mais desaquecida para a indústria de bens de capital, evidenciada pelo menor nível de investimento em máquinas pelas empresas, pesou bastante no balanço da Romi. A empresa até decidiu abaixar o preço de seus produtos para tentar atrair o mercado e vencer a concorrência de importados, mas, de acordo com Mário Bernardes, do BB Investimentos, isso impactou muito a receita.

Os segmentos da companhia que foram mais afetados no último período de 2011 foram os de máquina-ferramenta e de máquinas para plásticos. Renata Faber e Thiago Macruz, do Itaú BBA, já haviam alertado anteriormente para o grande aumento de despesas, por conta também dos gastos com dispensa de funcionários.