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SÃO PAULO – Em meio à divulgação de resultado que conquistou o mercado, a semana entre 26 e 30 de março teve a ação da Marfrig (MRFG3) como a mais relevante alta dentre as empresas que compõem o Ibovespa. No período, o papel subiu 7,78%, finalizando a semana cotado a R$ 11,50.
Com negócios mais rentáveis, principalmente relacionados a alimentos processados, as margens do frigorífico vieram melhores do que o esperado entre outubro e dezembro, segundo os dados revelados na segunda-feira (26). Além disso, a empresa conseguiu reduzir a sua dívida líquida em aproximadamente R$ 86 milhões.
No entanto, analistas ainda acreditam que a alavancagem continua sendo o ponto principal ao olhar para os papéis de Marfrig. Depois de sucessivas aquisições e perda de eficiência por conta de custos mais elevados, a empresa tem se comprometido a realizar investimentos e cortar despesas, mas o mercado permanecia cético.
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Mesmo em momento de realização
A tendência positiva engatada pela ação contrariou o movimento do resto do mercado. Na semana, o Ibovespa caiu 1,98%, configurando uma realização de lucros após fortes ganhos em períodos anteriores. Para se ter uma ideia, o benchmark registrou seu melhor primeiro trimestre desde 1999.
Durante a teleconferência para explicar seu balanço, a Marfrig disse que desinvestimentos vão continuar, e colocou sua meta de alavancagem entre 2 e 2,5 vezes no “médio prazo”, sem estipular um período específico. Nos últimos cinco dias, o papel só recuou em uma oportunidade, na quinta-feira (29).
Outros movimentos positivos
Nesta semana, também se destacaram no campo positivo do Ibovespa as ações da Duratex (DTEX3, R$ 11,51, +5,60%), bem como as de Cemig (CMIG4, R$ 43,61, +5,01%), Cielo (CIEL3, R$ 61,89, +4,90%) e BR Malls (BRML3, R$ 23,79, +4,57%).