Resultado abaixo das expectativas leva Planner a recomendar venda para CPFL

Adoção do IFRS impactou negativamente distribuição de dividendos em R$ 234 milhões e qualidades já estão precificadas

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SÃO PAULO – O resultado da CPFL (CPFE3) divulgando na noite de segunda-feira (28) não agradou à Planner, que passou a recomendar a venda dos ativos, conforme relatório de Rafael Andreata, analista responsável pelo setor. Não só os números ficam ligeiramente abaixo do esperado, mas a adoção do IFRS (International Financial Reporting Standard) impactou negativamente a distribuição de dividendos em R$ 234,2 milhões. 

“Esperamos uma reação negativa nas ações da empresa durante o pregão”, apontou a corretora, que afirmou ainda não enxergar eventos no curto prazo que possam ser direcionadores para as ações da empresa, o que justifica a recomendação. Além disso, qualidades como boa governança corporativa e controle de custos já estão, na visão da Planner, embutido no atual preço dos papéis da CPFL. 

Menos dividendos
Andreata lembrou que a receita líquida da empresa, a qual atingiu no quarto trimestre R$ 3,17 bilhões, foi impactada por efeitos de correção do novo sistema contábil. Serviços de terceiros e despesas com pessoal também pressionaram os custos da companhia, que aumentaram no período 15% na comparação com os últimos três meses de 2009. 

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A alta das despesas financeiras, acarretadas por aumento do custo do endividamento da empresa, contribuiu também para impactar o lucro da empresa no período, que foi de R$ 361,6 milhões, ou queda de 33,5% frente o quarto trimestre do ano anterior. No total de 2010, o lucro líquido apurado marcou R$ 1,56 bilhão, mas os ajustes necessários fizeram com que o montante disponível para distribuição aos acionistas fosse menor, de R$ 1,26 bilhão. De acordo com os cálculos da corretora, restam a ser distribuídos na forma de dividendos R$ 1,01 por ação.

Por fim, Andreata lembrou que a CPFL anunciou proposta que será votada em Assembleia ao final de abril para desdobramento das ações da empresa, buscando maior liquidez. “O valor unitário das ações da CPFL Energia será reduzido para a metade do que é negociado em bolsa atualmente. Espera-se que este evento ocorra em julho de 2011”, concluiu o analista.