Excesso de oferta

Rebanho cresce e estoque de bacon nos EUA é o maior em 48 anos

O estoque aumentou porque a demanda é principalmente doméstica, diferentemente do que ocorre com cortes como o presunto, que são exportados

(Bloomberg) — Os EUA se deparam com uma montanha de bacon que ninguém come. Mais de 18.000 toneladas de barriga de porco — o corte usado na produção de bacon — se acumulavam em armazéns refrigerados em 30 de setembro, de acordo com dados divulgados pelo governo americano na terça-feira.

É a maior quantia para o mês desde 1971. O excedente é resultado do aumento do rebanho suíno nos EUA.

A produção de carne suína disparou entre julho e setembro, informou Dennis Smith, executivo sênior de contas da Archer Financial Services.

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O estoque de peças de barriga se agigantou porque a demanda é principalmente doméstica, diferentemente do que ocorre com cortes como o presunto, que são exportados e podem ajudar a diminuir os volumes estocados.

Suinocultores começaram a ampliar seus rebanhos em antecipação a um aumento da demanda pela China, onde a peste suína africana dizimou milhões de animais.

Nos EUA, foram contabilizados 77,7 milhões de porcos em 1º de setembro, um recorde para o mês e o número mais alto desde 1943, considerando todos os períodos, segundo os últimos dados do Departamento de Agricultura.

Até agora, isso causou sobretudo um excesso de oferta nos EUA.

Esse superávit pode durar pouco, em vista do ritmo recente de importações chinesas. As exportações de carne suína americana batem recordes semanais, impulsionadas pelas compras do país asiático.

Em vez de cortes individuais de carne, a China compra principalmente carcaças, que então são processadas internamente. Claro, a barriga vai junto com o porco inteiro.

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“Teoricamente, se continuarmos a exportar carcaças divididas para a China, isso criará uma escassez de barriga”, disse Smith.

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