Rapidinhas da Bolsa: M.Dias Branco cai com investigação de suposto cartel da farinha

Segundo informações do Cade, a lista de investigados é extensa, incluindo 53 pessoas físicas, além de empresas, associações e cooperativas

Paula Barra

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11h37: Além do peso do mau humor generalizado do mercado nesta terça-feira (26), as ações da M.Dias Branco (MDIA3) caem após notícia de que o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) vai investigar suposto cartel da farinha de trigo no Norte e Nordeste. 

Neste momento, os papéis caíam 2,56%, a R$ 57,38, próximos a mínima do dia, quando atingiram cotação de R$ 57,18, queda de 2,90%. 

Segundo informações do Cade, a lista de investigados é extensa. Inclui 53 pessoas físicas, além de empresas, associações e cooperativas. Entre os investigados estão Bunge Alimentos S/A, Moinho Dias Branco S/A Ind. e Com. de Alimentos, Grande Moinho Cearense S/A, Moinho Cruzeiro do Sul S/A, Moinhos de Trigo Indígena S/A – Motrisa, J. Macêdo S/A e Ocrim S/A Produtos Alimentícios, as distribuidoras Estrelão Trigo & Pão Comércio Ltda., Cooperativa dos Panificadores do Rio Grande do Norte, Natal Trigo Comércio e Representações Ltda., Oestetrigo Distribuição e Representação de Alimentos Ltda. e CG Representações de Produtos Alimentícios Ltda., além da Associação dos Moinhos de Trigo do Norte e Nordeste do Brasil.

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“Há evidências de que os acusados tenham se organizado com o objetivo de limitar a concorrência por meio da fixação do preço de produção da farinha de trigo e também dos preços de revenda do produto pelas distribuidoras ao consumidor final (indústrias, panificadoras, etc.)”, informou o Cade por meio de comunicado. O órgão relatou, ainda, que foi verificada imposição de dificuldades ou punições para as distribuidoras que não seguiam os valores estipulados.

O Cade informou também que o caso teve início em 2008, a partir de denúncia de ex-funcionário da Moinho Dias Branco ao Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte. Em 2013, a Superintendência-Geral do Cade solicitou autorização judicial e cumpriu mandados de busca e apreensão de documentos na sede das empresas investigadas. O caso ficou suspenso até o fim de 2015 por uma decisão judicial que proibiu o Cade de analisar os documentos apreendidos na sede do Moinho Dias Branco, em Fortaleza (CE).

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