Queiroz Galvão quer se consolidar como operadora em águas profundas, diz Valor

Companhia adquiriu oito áreas de risco em leilão da ANP e será operadora em cinco delas

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SÃO PAULO – A Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP3) vai mudar de patamar e começa a se preparar para atuar em águas profundas. A empresa já tem sido bem sucedida na sua estratégia de crescimento via aquisições de áreas já em fase de desenvolvimento da produção e aumentou recentemente suas apostas em áreas de risco exploratório.

A empresa conseguiu mostrar uma campanha robusta na 11ª rodada da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), quando adquiriu oito áreas em águas ultraprofundas em novas fronteiras, cinco delas como operadora. 

Em entrevista ao Valor, o presidente da Queiroz Galvão, Lincoln Guardado, afirmou que agora o foco é consolidar empresa como operadora em águas profundas. Por isso, disse o executivo, apesar de estar “olhando e aguardando” as regras dos próximos leilões, ainda não é certo participar de leilões de gás não convencional.

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“Vamos esperar como vem a licitação para avaliarmos. Mas hoje estamos mais focados e montando a companhia para estar no mar. Queremos ficar focados e não queremos atirar para todos os lados, já que isso vai exigir muita competência e implica em custos, o que é um ponto fundamental”, disse Guardado ao Valor.

Neste ano, a companhia investirá US$ 192 milhões, dos quais US$ 145 milhões serão gastos com exploração e produção e US$ 47 milhões com o pagamento de bônus pelos blocos adquiridos no leilão, segundo a publicação.