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SÃO PAULO – Tendo em vista o potencial das operações na área de exploração do bloco BS-4, com alta probabilidade de descobertas no pré-sal, a corretora Itaú manteve o otimismo em relação a Queiroz Galvão (QGEP3), apesar do revés na produção em Manati e o adiamento da drenagem no prospecto JEQ11.
Desse modo, os analistas Paula Kovarsky e Diego Mendes não alteraram a recomendação de compra para os ativos, com preço-alvo para 2012 de R$ 27,20 por ativo, o que representa um potencial de valorização de 71,6% em relação ao fechamento desta quarta-feira (28).
Em relação aos volumes de produção, a Queiroz Galvão projeta entre 200 a 300 milhões de boe (barris de petróleo equivalente) de produção na área do BS-4, uma expectativa conservadora para a área do pré-sal. No caso do campo de Atlanta, há probabilidade de expansão para além das fronteiras de concessão. Porém, a QGEP não vê isso com um risco, já que o plano é usar a infraestrutura montada no local para extrair o óleo pesado no pós-sal.
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Operação do bloco
A QGEP pretende ser a operadora do B-S-4 em conjunto com a Petrobras (PETR3, PETR4). “Acreditamos que faria sentido para a Petrobras deixar um parceiro amigável como a Queiroz Galvão operar o bloco, considerando os fortes compromissos que a companhia já tem em seu portfólio”, afirmam os analistas.
A companhia confirmou os planos de perfuração dos blocos BM-S-12 e BM-S-8 em Santos, com a expectativa de chegar à áreas profundas dentro de três a quatro meses, mas o plano é alcançar áreas mais rasas até o fim de outubro.
A perfuração do prospecto JEQ1 foi oficialmente adiada para março de 2012, devido a restrições ambientais na área. Além disso, a QGEP anunciou que a produção em Manati irá acontecer a partir de novembro, com um custo aproximado de US$ 10 milhões para a Queiroz Galvão.