Queda na produção da Petro era esperada devido a paradas programadas, diz BB

Interdição de plataformas e paralisação de atividades em Guará também pesaram nos números mensais da estatal

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SÃO PAULO – Mesmo negativa, a redução na produção mensal de petróleo e gás natural da Petrobras (PETR3,PETR4) já era esperada pelo mercado, segundo o BB Investimentos, especialmente em razão das paradas programadas de plataformas durante fevereiro.

O analista Nelson Rodrigues de Matos nomeia três fatores principais para explicar o desempenho da companhia no último mês: a maior concentração de paradas programadas nos três primeiros meses do ano, a interdição por motivos trabalhistas da plataforma Cherne II, na Bacia de Campos, e a paralisação do teste de longa duração na área de Guará, na Bacia de Santos, para a manutenção da plataforma.

Quanto a esta última, Matos ressalta que, no início de março, houve um rompimento da tubulação que liga a plataforma ao poço, o que até o momento não permitiu a retomada das atividades na área.

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Perspectivas de produção para 2011
Daqui pra frente, o analista aponta que os principais resposáveis pelo crescimento da produção em 2011 serão as plataformas Cidade de Angra dos Reis e P-57, com capacidades nominais de 100 mil e 180 mil bpd (barris por dia), respectivamente, ambas já instaladas mas com pico de produção previsto somente para 2012.

Juntam-se a elas a plataforma P-56, com potencial de 100 mil bpd, e outros projetos menores que iniciarão atividades, como os testes de longa duração de Lula Nordeste (30 mil bpd), Carioca Nordeste (30 mil bpd), Cernambi (30 mil bpd), Aruanã (15 mil bpd).

“Dessa forma, é fundamental a manutenção do cronograma de produção dessas unidades, objetivando não só aumentar o volume atual, mas também compensar o declínio natural da produção”, avalia Matos.

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Mercado interno deve guiar gás natural
Já sobre o gás natural, o analista aponta projetos de gás não-associado como principais responsáveis por impulsionar a produção no futuro próximo, com destaque para os campos de Mexilhão (15 milhões de m³/dia) e Uruguá-tambaú (10 milhões de m³/dia).

“No entanto, a produção estará condicionada à capacidade do mercado interno em absorver esses volumes adicionais, bem como a conclusão do gasoduto GASTAU (Caraguatatuba – Taubaté), prevista para março de 2011”, finalizou o analista.