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SÃO PAULO – As ações da Hypermarcas (HYPE3) voltaram a se destacar negativamente na semana, registrando queda de 6,33%, a maior do Ibovespa – que por sua vez subiu 2,71% durante o período. O desempenho ruim da varejista levou analistas do Citi a acreditarem que os papéis passam por um momentum ruim, tendo em vista a mudança da política comercial da companhia.
Com isso, os analistas Carlos Albano e Marcio Kawassaki do Citigroup rebaixaram para manutenção sua recomendação para as ações da Hypermarcas com corte também no preço-alvo, que foi de R$ 27,00 para R$ 20,50 – upside de 31,12% sobre o fechamento semanal.
Segundo o banco, essas mudanças são consequência do modelo que agora incorpora menor taxa de crescimento e margens mais elevadas, fruto da nova política comercial da companhia – que foi bastante criticada por analistas depois do anúncio dos resultados do primeiro trimestre.
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Entre as principais mudanças da nova política, a companhia reduziu o prazo médio para pagamento, de 90 para 60 dias, tendo diminuído também os descontos para seus clientes, o que em linhas gerais significa preços mais altos, tendo como justificativa uma perspectiva macroeconômica mais restritiva, pautada pela alta da inflação e das taxas de juros.
Para os analistas ainda há dúvidas sobre como será o futuro com a combinação entre crescimento e lucratividade, e se de fato as aquisições serão traduzidas em ganhos de market share.
Porém, a empresa não teve ganho algum em market share, tendo inclusive, verificado uma perda da mesma no primeiro trimestre.
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Além disso, o mercado olha com desconfiança para as ações desde que o resultado do primeiro trimestre de 2011 mostrou que a empresa não gerou fluxo de caixa positivo, algo inédito desde que a companhia abriu seu capital. As ações da empresa disparam negativamente no ano, e sua queda de 32,01% é a segunda maior do Ibovespa.
| Desempenho semanal da Hypermarcas | ||
|---|---|---|
| Data | Variação | Cotação |
| 23/05 | -1,60% | R$ 16,00 |
| 24/05 | +0,75% | R$ 16,12 |
| 25/05 | -0,69% | R$ 16,01 |
| 26/05 | -1,00% | R$ 15,85 |
| 27/05 | -3,91% | R$ 15,23 |
Outras baixas
Em uma semana onde o Ibovespa subiu 2,71%, também tiveram uma performance ruim os papéis B2W (BTOW3, R$ 22,14, -4,57%), Cemig (CMIG4, R$ 30,25, -3,60%), CPFL Energia (CPFE3, R$ 45,85, -2,88%), Marfrig (MRFG3, R$ 14,00, -2,78%) e Embraer (EMBR3, R$ 12,59, -2,48%).