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SÃO PAULO – As ações da Marfrig (MRFG3) figuraram entre as maiores quedas do Ibovespa nesta semana, com a desvalorização chegando a mais de 15% até os últimos minutos de negociação nesta sexta-feira (19), refletindo os rumores de que ela quebraria “covenants” de seus títulos de dívida.
Contudo, na opinião dos analistas Denis Parisien e Natalia Corfield, do Deutsche Bank, essa quebra dos covenants é bastante improvável e, por isso, a desvalorização neste período é vista como injustificada. Por conta disso, a dupla do banco alemão reitera a recomendação de compra para os ativos da companhia de alimentos.
De acordo com os analistas do Deutsche, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) deve registrar um aumento de 88,5% no trimestre. Além disso, a liquidez terá melhorado no primeiro trimestre.
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Parisien e Natalia destacam ainda que a companhia possui problemas de liquidez e riscos de refinanciamento, mas destacam que o cronograma de amortização mostram um aumento do capital em relação à sua dívida.
Além disso, se considerar a adição de capital de R$ 570 milhões em meio a debêntures para 2019, haverá ainda mais alívio de caixa. Por fim, os analistas também avaliam que o risco de refinanciamento das dívidas para a companhia são bastante baixos, uma vez que a Marfrig está conseguindo refinanciar a sua dívida.
Assim, embora a empresa tenha ressaltado que o seu fluxo de caixa não será o dos melhores no primeiro trimestre, a orientação para os próximos três meses do ano é bastante positiva. Isso em meio a um cenário de recuperação das exportações de aves e com os preços dos grãos caindo consideravelmente, o que também está dentro das perspectivas para o setor.
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”Desta forma, avaliamos que as desvalorizações parecem ter ultrapassado o que é reiterado pelos fundamentos, o que nos leva a reiterar a recomendação de compra sobre os ativos”, concluem os analistas.