Proposta de reajuste na tarifa da Copel leva Barclays a rever geração de caixa

Assumindo que a proposta de revisão será aplicada, banco estima redução de 4% e 7% no Ebitda para 2012 e 2013

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SÃO PAULO – A proposta preliminar da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) de revisão tarifária estimada em 0,85% para a Copel (CPLE6) implica em um corte no Ebitda (geração operacional de caixa) maior do que o estimado anteriormente pelo Barclays. 

De acordo com os analistas Francisco Navarrete,Tatiane Shibata e Giovanna Siracusa, a expectativa em decorrência da previsão de revisão da tarifa é de que a companhia tenha um corte de Ebitda de R$ 190 milhões no ano, impulsionado principalmente pela nova regulação de ativos – RAB (Regulatory Asset Base, ou Regulação com Base em Ativos) – proposto pelo órgão regulador de R$ 2,3 bilhões, frente à estimativa do banco de R$ 3 bilhões.

“Assumindo que a revisão será aplicada como proposto, as nossas estimativas para 2012 e 2013 para o Ebtida consolidado cairiam 4% e 7%, respectivamente. Isso representaria um impacto negativo de 3% sobre o valor da ação da Copel”, afirmam os analistas.

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Possível alteração
Os analistas destacam que a administração da Copel acredita em um espaço para uma ligeira revisão pela Aneel para o reajuste, de R$ 2,3 bilhões para R$ 2,5 bilhões na base de ativos. “Este movimento seria marginalmente melhor para a nossa estimativa de declínio no valor consolidado do Ebitda para a Copel”, ponderam os analistas do Barclays.