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SÃO PAULO – “Viracopos vai suceder Guarulhos depois que o aeroporto atingir seu nível de saturação.” A frase é de Carlo Bottarelli, presidente da Triunfo (TPIS3), vencedora da concessão do terminal de Campinas na última segunda-feira (6), proferida durante teleconferência para explicar o projeto.
A apresentação dos estudos para o terminal de Campinas caracterizou a redenção para as ações da empresa. Depois de uma desvalorização acumulada de 12,97% só nos dois pregões anteriores, os papéis subiram 6,54%, sendo negociados a R$ 8,15. Momentos antes da apresentação, por volta das 11h00, os papéis da empresa chegaram a atingir uma queda de 1,96%, aos R$ 7,50, na mínima do intraday.
Refletindo a alta procura pelos ativos, a movimentação financeira dos papéis TPIS3 também foi bastante forte no dia, totalizando R$ 3,46 milhões. Esse volume financeiro foi bem acima da média dos últimos 21 dias, de R$ 932 mil.
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Empresa superou estudos do Governo
O call foi chamado pela Triunfo para explicar o porquê de ter oferecido um ágio de 159,7% sobre o valor pedido pelo Governo para a outorga, o que o mercado estava punindo nos últimos dias. Segundo a empresa, além de os investimentos totais exigidos pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), em R$ 9 bilhões, estarem, em grande parte condicionados à evolução da demanda no aeroporto, eles estão bem espaçados nos 30 anos de concessão.
Como não é um aeroporto destinado à movimentação causada pela Copa do Mundo de 2014, perto de 15% de seus gastos de capital estão programados para o primeiro período, até 2014. Com o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, afirmando que a Infraero deve permanecer com 49% da administração até o fim, essa grande parte de despesas seria, então, resposabilidade da estatal.
Além disso, Bottarelli lembra que a gestão será caracterizada fortemente pela redução de custos, buscando a eficiência, fazendo com que os gastos iniciais projetados pela União sejam diminuídos. Além disso, as receitas podem ser otimizadas em relação às estimativas, por vários motivos: comércio, mídia, entre outros. O fato de Viracopos não ter base aérea também influencia, de acordo com o CEO, já que as aeronaves militares não teriam prioridade no terminal, como acontece nos outros dois aeroportos.
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Cronograma e futuro
De acordo com a Triunfo, dentro de 120 dias a operação começa, e, com ela, a geração de receitas para a companhia. Depois, num intervalo entre 90 e 270 dias seguintes, a Infraero continuará assessorando a administração, o que trará custos para o consórcio. As obras em si para a extensão do empreendimento começarão 150 dias depois da assinatura do contrato de concessão, que deve ser realizada em 4 de maio.
Quando perguntado sobre a possibilidade de participar de novos leilões do tipo, o executivo foi enfático: “não vamos entrar na aventura”. Ele explica que o projeto para conquistar Viracopos demorou seis meses para ser finalizado, com foco em soluções de engenharia e projetos aeroportuários, com as parceiras UTC Participações e a francesa Egis Airport. Portanto, para que tente outra outorga no futuro, seriam fortemente avaliadas a necessidade, a capacidade financeira e o planejamento da empresa.