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SÃO PAULO – A BRF (BRFS3) divulgou seu primeiro resultado da “era Abílio”, mostrando um lucro de R$ 287 milhões, um forte crescimento frente os R$ 91 milhões que foram vistos no mesmo período do ano passado. Mesmo assim, os primeiros números com Abilio a frente da empresa não agradaram o mercado: a ação cai 3,79% por volta das 16h25 (horário de Brasília), aos R$ 53,00.
“O resultado veio abaixo da expectativa do mercado e dos próprios executivos da companhia”, afirmam as analistas Karina Freitas e Daniela Martins, da Concórdia Corretora. Elas lembram que era esperado números melhores por conta da desvalorização do real frente ao dólar, já que a companhia é uma grande exportadora.
Abilio assumiu a presidência do conselho em 9 de abril, pegando praticamente todo o segundo trimestre – mas passou um tempo conhecendo a estrutura da companhia e realizando os devidos ajustes, como a entrada de Claudio Galeazzi, no posto de CEO (Chief Executive Officer) apenas em agosto. Essa reestruturação ainda não acabou e a tendência é que os desempenhos comecem a melhorar de agora em diante.
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Com a entrada de Abilio, foi anunciado um plano de PAC (Plano de Aceleração ao Crescimento), que as analistas da Concórdia ainda acham possível de ser cumprido, apesar dos números mais fracos que o esperado. “Continuamos otimistas com a performance da companhia no médio e longo prazo, dada a resiliência em períodos desafiadores, sua capacidade de inovação e implantação do PAC”, afirmam.
Para isso, ainda falta continuar a estruturação da diretoria internacional da companhia – já que é no exterior que a companhia tende mais a crescer e tem focado seus esforços. A companhia já tem vendas maiores no mercado externo do que no Brasil: teve uma receita de R$ 3,25 bilhões no exterior e R$ 3,19 bilhões no mercado interno.