Acidentes do 737 MAX

Presidente da Boeing enfrenta sabatina no Congresso dos EUA

Muilenburg participará de audiência nos comitês da Câmara e do Senado um ano após a queda de um 737 Max operado pela Lion Air

Modelo 737 Max da Boeing voando em um céu cinza
(Shutterstock)
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(Bloomberg) — O presidente da Boeing, Dennis Muilenburg, enfrenta congressistas dos Estados Unidos esta semana, que questionarão o executivo sobre os dois acidentes que levantaram dúvidas sobre a segurança do jato da empresa e que podem resultar em uma supervisão mais rigorosa da maior fabricante de aviões do mundo.

Muilenburg participará de audiência nos comitês da Câmara e do Senado que supervisionam a aviação a partir de terça-feira, um ano após a queda de um 737 Max operado pela Lion Air no mar de Java, que matou todas as 189 pessoas a bordo.

Será a primeira vez que Muilenburg responderá a perguntas dos legisladores desde o acidente, seguido pelo desastre com um 737 Max operado pela Ethiopian Airlines, que levou à suspensão dos voos com o jato mais vendido e mais rentável da empresa.

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“A certificação do 737 Max levanta questões sérias”, disse o senador do Partido Republicano Ted Cruz, do Texas, que preside o painel de aviação do Comitê de Comércio do Senado.

“Espero que o Comitê de Comércio pressione o CEO da Boeing vigorosamente sobre por que esses erros foram cometidos.”

As audiências testarão a força das relações da Boeing em Washington, onde a empresa é vista como uma história de sucesso dos EUA.

A Boeing também ganhou poder devido às suas contribuições generosas a políticos de ambos os partidos e a um exército de lobistas que promovem suas linhas de negócios comerciais e militares.

As contribuições políticas dos comitês de ação política e indivíduos afiliados à Boeing mais que dobraram na última década, para US$ 4,3 milhões no ciclo eleitoral de 2018, segundo dados do Center for Responsive Politics, que rastreia fundos políticos.

A Boeing foi a empresa que mais contribuiu no setor de transportes no ciclo eleitoral de 2020, doando quase US$ 1,2 milhão, mais do que FedEx, Delta Air Lines e General Motors.

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