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SÃO PAULO – O prejuízo líquido de R$ 5,628 bilhões da Vale (VALE3; VALE5), maior mineradora de ferro do mundo, entre outubro e dezembro do ano passado, é o maior da história, segundo dados da Economática. O último prejuízo trimestral que a empresa tinha reportado foi no terceiro trimestre de 2002, mas bem menor do que o atual, quando fechou com perdas de R$ 216 milhões.
Já o lucro anual de R$ 9,73 bilhões em 2012 foi o menor desde 2004, época em que a mineradora contabilizou ganhos de R$ 6,46 bilhões. Os valores não foram corrigidos pela inflação. Em 2011, a Vale registrou lucro líquido recorde anual de R$ 37,814 bilhões.
É preciso lembrar, contudo, que em 2010 houve a mudança nos padrões contábeis no País, o que prejudica comparações.
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Segundo a mineradora, as perdas do quarto trimestre do ano passado devem-se ao impairment (perda contábil) de ativos (R$ 8,211 bilhões), impairment de investimentos (R$ 4,002 bilhões), perda na venda de ativos (R$ 268 milhões), câmbio e perdas monetárias (R$ 661 milhões), imposto de renda diferido do impairment (R$ 3,319 bilhões) e marcação a mercado das debêntures participativas (R$ 93 milhões). No total, as perdas contábeis da companhia somaram um total de R$ 12,21 bilhões. Só em Onça Puma, as perdas foram de R$ 5,77 bilhões.