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(SÃO PAULO) – A Positivo Informática divulgou comunicado nesta quarta-feira, após o fechamento do mercado, informando que seus principais acionistas não negociam a venda do controle da empresa e que boatos em torno do assunto não têm fundamento. Mais cedo, o InfoMoney havia divulgado que, no mercado, circulava a informação que a empresa poderia ser vendida e que a Lenovo seria a principal interessada no negócio.
A informação foi apurada pelo InfoMoney junto a uma fonte que acompanha o processo. Há uma semana, a empresa tinha dito que estuda uma “reestruturação societária”, sem que fosse possível prever seu desfecho. Procurada pela manhã, a Positivo disse que “vai se manifestar sobre seus estudos [de reestruturação] tão logo seja possível, atendendo à regulamentação em vigor, conforme informado no fato relevante de 26/11/2013”. Já a Lenovo afirmou que não comenta rumores de mercado. As ações da Positivo já abriram o pregão em forte alta, chegaram a subir mais de 21% durante o começo da tarde e fecharam cotadas a R$ 3,28, com valorização de 10,06%.
Neste semestre, a Positivo perdeu para a própria Lenovo a liderança que mantinha há muitos anos no mercado brasileiro de computadores. Segundo dados divulgados pelas próprias companhias e atribuídos ao IDC, a Lenovo teria alcançado 18,3% do mercado de computadores pessoais no terceiro trimestre, ou mais do que os 16,5% da Positivo.
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A consolidação do mercado pode fazer sentido, uma vez que o setor como um todo não vai bem. As vendas de tablets e smartphones têm crescido rapidamente e “roubado” mercado de fabricantes de tablets e notebooks. Apesar de ter investido também nesse segmento, a Positivo nem de longe consegue concorrer com gigantes como a Apple e a Samsung.
As duas empresas já negociaram uma fusão no passado. Ao final de 2008, a Positivo recebeu uma proposta da Lenovo, que estava disposta a pagar R$ 18 por ação da empresa brasileira, mas decidiu rejeitá-la. Dois anos depois, a agência de notícias chinesa Xinhua chegou a publicar que a Lenovo já havia acertado a compra da Positivo, mas o negócio nunca foi confirmado. No ano passado, a Lenovo finalmente conseguiu realizar uma aquisição no Brasil, mas o alvo foi a CCE, com um desembolso de R$ 300 milhões. O negócio foi fundamental para que a Lenovo assumisse a liderança do mercado tão rapidamente.