Pós-acordo, títulos de dívida da OSX disparam e batem 88%, junto com alta de ações

Segundo a Bloomberg, a alta das notas é a maior dentre as empresas de mercados emergentes no mundo

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SÃO PAULO – No último dia 25 de dezembro, a Óleo e Gás Participações, ex-OGX Petróleo (OGXP3), a anunciou um acordo com seus credores que ajudou a evitar a falência da companhia. Apoiada neste cenário, a OSX Brasil (OSXB3) viu suas ações entrarem em um rali, já que as duas empresas andam praticamente juntas, sendo a OGX é a maior cliente do estaleiro.

Porém, não foram apenas as ações da OSX que engataram um movimento de alta – desde o dia 25, os papéis têm alta de 22,5% -, os bônus da companhia também avançaram e atingiram sua maior alta em seis meses. Os US$ 500 milhões em notas da OSX com vencimento em 2015 subiram US$ 0,08 para US$ 0,88 desde 25 de dezembro – alta de 10%, levando os ganhos para 88%. Segundo dados compilados pela Bloomberg, esse é o maior ganhos entre os bônus de mercados emergentes no mundo assegurados por garantias colaterais.

Segundo Fabiano Santin, analista da Kondor Invest, em entrevista para o portal americano, afirmou que a OSX lucrará assim que a Óleo e Gás obtiver até US$ 215 milhões de financiamento para extrair petróleo em um campo que usa uma plataforma do estaleiro. Com o acordo de dezembro, a OSX obteve uma participação minoritária da Óleo Gás em troca do perdão de US$ 1,5 bilhão em contas não pagas.

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Com o pedido de recuperação judicial da Óleo e Gás e da OSX,  as notas do estaleiro caíram US$ 0,23 no último ano com a especulação de que a receita da companhia poderia secar. Mesmo assim, os bônus da OSX mantiveram-se melhor que os da Óleo e Gás, cujos títulos caíram quase US$ 0,82, pois são garantidos pela plataforma OSX-3, a ser liquidada para pagar as dívidas caso seja necessário.

Em uma carta divulgada em 19 de dezembro no site do fideicomissário dos bônus, a OSX disse que a produção do campo de Tubarão Martelo lhe permitiria realizar um pagamento de juros do bônus no final de janeiro, depois que a empresa não honrou o pagamento que devia em dezembro.


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.