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SÃO PAULO – Em teleconferência, o diretor de Operações Portuárias da MMX (MMXM3), Luciano Ferreira, destaca que a aquisição da PortX (PRTX3) impactou os resultados do trimestre, entretanto considera um investimento muito importante para o futuro da companhia, assim como a construção do Superporto Sudeste, em Itaguá, no Rio de Janeiro, o qual também influenciou no aumento de capex da empresa.
Para a MMX, assim que tiverem o porto em funcionamento, poderão aumentar suas exportações e margens. Com essa perspectiva, já antecipam os trabalhos para aumentar sua capacidade. “Estamos trabalhando dentro do cronograma e a construção do porto está a todo vapor em todas as frentes. Decidimos mudar o projeto de túnel de ligação da estrutura offshore e o pátio de estocagem, assim, quando tivermos em expansão, não precisaremos parar as operações para aumentá-lo”, frisa Ferreira.
A companhia acredita que não há motivos para o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento) retirar-se do financiamento do projeto do porto da MMX. “O financiamento está assinado e até já estamos utilizando-o. Já temos R$ 350 milhões do BNDES, o processo está em operação total e não há chance de mudar esse quadro”, afirma o diretor de Operações Portuárias da companhia.
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Projeto de Serra Azul
Já em relação ao projeto de Serra Azul, a MMX destaca que estão trabalhando dentro do cronograma e esperam receber o licenciamento ambiental ainda este ano. “O tempo mínimo exigido para emissão da licença é de seis meses no Brasil. Nosso diálogo com as autoridades ambientais tem sido muito produtivo e nos dá a sensação que estamos avançando nesse front”, disse o Roger Downey, presidente da companhia.
Sobre o financiamento do projeto, Guilherme Escalhão, CFO (Chief Financial Officer) da companhia, revelou que a MMX já possui um consultor financeiro para a operação. “Naturalmente, também estamos buscando o BNDES, que já financia o Superporto Sudeste. Vale a pena mencionar que nesse projeto temos dois parceiros estrangeiros, assim podemos ter apoio dos bancos de desenvolvimento desses países por trás de nossos parceiros internacionais”, segundo Escalhão.
A companhia não acredita que o licenciamento seja um entrave para o projeto. “Com o licenciamento preliminar, o qual estamos quase conseguindo, não teremos dificuldades de garantir o financiamento”, afirma o CFO da MMX.