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SÃO PAULO – Fracos indicadores econômicos e temores em torno da saúde de instituições financeiras foram os gatilhos para os mercados darem sequência ao movimento de realização de lucros iniciado no primeiro pregão desta semana. A fraca performance do mercado varejista abalou os índices de Wall Street, enquanto a baixa das commodities prejudicou o Ibovespa por aqui.
Mercado internacional
Os principais índices em Wall Street encerraram em queda nesta quarta-feira (13), pelo segundo dia consecutivo. Os investidores se mostraram cautelosos com a divulgação de que o volume das vendas no mercado varejista recuou mais que o esperado.
Resultados corporativos ruins, sinais negativos provenientes de outros centros econômicos e declarações do Bank of England fizeram as bolsas europeias fecharem o dia em queda pela terceira vez consecutiva. Dentre as baixas, destaque para as ações do setor financeiro e de companhias ligadas à produção de commodities metálicas.
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O Bank of England prevê que economia britânica levará tempo para se recuperar e afirmou que a inflação permanecerá abaixo da meta até 2012, mesmo após a decisão de iniciar um plano de impressão de moeda.
Na Ásia, depois da queda na véspera, o índice Nikkei fechou com valorização nesta quarta-feira, impulsionado por exportadoras. Na China, a bolsa de Hong Kong encerrou em baixa. Já a bolsa de Xangai subiu, influenciada por varejistas e refinarias.
Lá fora, a agenda do dia trouxe o Retail Sales. O volume das vendas ao mercado varejista norte-americano recuou 0,4% durante o mês de abril em relação a março passado. O indicador veio pior do que as expectativas de analistas, que projetavam uma variação nula para o período. Vale lembrar que, durante o mês de março, a referência ficou em -1,3%.
Os estoques de petróleo dos Estados Unidos caíram para 370,6 milhões de barris na semana passada. Entre as semanas terminadas em 1 e 8 de maio, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA recuou em 4,7 milhões de barris, surpreendendo os analistas, que estimavam alta de 1 milhão de barris.
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Os estoques das empresas norte-americanas recuaram um pouco menos que o esperado pelo mercado em março. No período, os estoques caíram 1%, sendo que as projeções dos analistas giravam em torno de retração de 1,1%. O resultado anterior foi revisado de -1,3% para -1,4%.
A quarta-feira também apresentou o export prices de abril, que teve alta de 0,3%. Já o import prices apresentou baixa de 0,4% no mesmo mês.
Brasil
A bolsa paulista fechou com desvalorização pelo terceiro pregão consecutivo seguindo a tendência observada nas bolsas norte-americanas. Responsáveis pelo fraco desempenho da bolsa brasileira nesta sessão, os papéis de produtoras de celulose e Vale desabaram.
O Ibovespa fechou a quarta-feira com baixa de 3,27%, aos 48.679 pontos. O volume financeiro do índice atingiu pouco mais de R$ 5 bilhões.
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Depois de registrarem expressiva desvalorização por dois pregões consecutivos, os papéis da CCR apresentaram avanço nesta sessão e lideraram os ganhos do índice, que teve apenas três de seus 65 ativos com fechamento positivo.
Já os papéis de VCP e Aracruz novamente ficaram com o destaque de baixa do benchmark nesta sessão.
As ações ordinárias da BM&F Bovespa, as preferenciais classe A da Vale e as preferenciais da Petrobras estiveram entre as mais negociadas. Todas tiveram queda expressiva neste pregão.
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Câmbio
De acordo com o Banco Central do Brasil, o fluxo cambial acumulado nos cinco primeiros dias úteis de maio ficou positivo em US$ 1,162 bilhão. O resultado mostra a continuidade do movimento positivo visto em abril, quando o saldo ficou superavitário em US$ 1,43 bilhão. Ao contrário do que aconteceu nas últimas semanas, o saldo financeiro começou maior com superávit de US$ 1,054 bilhão.