Plataformas da Petrobras se soltam por vento forte no porto de Rio Grande

Amarras de duas plataformas em construção da petrolífera se romperam durante temporal no RS

Reuters

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SÃO PAULO – As amarras de duas plataformas em construção da Petrobras (PETR3; PETR4), a P-58 e P-63, se romperam devido aos ventos fortes que atingiram a cidade portuária de Rio Grande neste sábado, e as duas unidades acabaram se tocando, informou a estatal. 

“Ninguém se feriu e ambas as plataformas já foram reposicionadas no cais” disse a Petrobras em nota, acrescentando que irá fazer uma inspeção para analisar a extensão dos danos. 

A empresa também informou que constituiu uma comissão de investigação “para apurar os fatos e determinar as correções necessárias”. 

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Não está claro se o incidente irá atrasar a implantação da P-58, que está prevista para começar a produzir no primeiro trimestre de 2014, no campo de Baleia Azul, onde a empresa já está produzindo petróleo do pré-sal. 

A Petrobras disse nesta sexta-feira, antes das plataformas perderem as amarras, que a construção da P-63, que terá capacidade de produzir 140 mil barris por dia, está prevista para terminar em meados de 2013 e ser instalada no campo de Papa Terra, na Bacia de Campos.

Apesar dos projetos para quase triplicar sua produção até 2020, a Petrobras tem tido dificuldades para elevar a sua capacidade de produção nos últimos anos.