Planos e dividendos devem ser equilibrados com revisão tarifária, diz Eletropaulo

Companhia estima um impacto de cerca de R$ 211,9 milhões no Ebitda por trimestre, somando R$ 642 milhões em quatro períodos

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SÃO PAULO – O diretor-presidente da Eletropaulo, Britaldo Soares, afirmou durante teleconferência de análise de resultados do primeiro trimestre de 2012 nesta sexta-feira (4) que o pagamento de dividendos e investimentos previstos para a Eletropaulo (ELPL4) deve ser equilibrado ao resultado do processo do terceiro ciclo de revisão tarifária previsto para ser finalizado em julho deste ano.

“Temos total confiança na razoabilidade do regulador de assegurar o adequado equilíbrio tarifário que propicie a manutenção do fluxo de investimento requerido pela concessão e também equilíbrio com a qualidade dos serviços e remuneração do negócio”, afirma o diretor.

“Esse equilíbrio é que vai determinar o nosso posicionamento, seja em relação a dividendos, seja em relação ao nosso planejamento de investimento, que contempla atualmente R$ 13,5 bilhões até 2016”, completa.

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Impactos da revisão tarifária
De acordo com previsão da própria companhia, caso se consolide o valor previsto pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para o terceiro ciclo de revisão, a companhia deve ter um impacto de cerca de R$ 211,9 milhões no Ebitda (geração operacional de caixa) por trimestre, somando em quatro trimestres retroativos R$ 642 milhões.

“Estamos estimando cerca de R$ 624 milhões, que se ajustados aos IGP-M (Índice Geral de Preço – Mercado) fica em cerca de R$ 642 milhões. O valor é referente ao terceiro e quarto trimestre de 2011 e ao primeiro e segundo trimestre de 2012”, afirma Soares.

A revisão tarifária da Eletropaulo deveria ter acontecido no dia 4 de julho de 2011. Contudo, como a agência reguladora vinha discutindo ainda a metodologia, todas as empresa que tinham a revisão tarifária prevista para 2011 tiveram as discussões adiadas para cerca de um ano. Com a revisão, a empresa terá de retroagir para tarifa mais baixa, desde as cobranças de julho de 2011 até a efetiva entrada em vigor do novo reajuste, sendo que a empresa já vem provisionando tais recursos.