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SÃO PAULO – A corretora Planner recebeu com certo ceticismo o anúncio de que o Banco do Brasil (BBAS3) planeja aumentar em R$ 79 bilhões, até o último trimestre deste ano, a sua carteira de crédito voltada ao varejo, com enfoque nas modalidades crédito consignado, veículos e CDC (Crédito Direto ao Consumidor).
A decisão do banco leva em consideração a sua grande base de correntistas e seu pouco aproveitamento como clientes efetivos, dos quais grande parte não utiliza os produtos da instituição financeira, como empréstimos, seguros e previdência. A expansão irá ser feita através do sistema de CRM (Customer Relationship Management), no qual o BB identifica potenciais tomadores de crédito.
Plano ousado de expansão da carteira de crédito
A corretora avalia a notícia como “bastante ousada”. “Primeiro, porque o banco diminuiu recentemente seu guidance de expansão de sua carteira de crédito. Em segundo lugar, por esse aumento representa algo em torno 64%, o que, para nós, parece muito para tão pouco tempo”, diz o analista Francisco Kops.
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Outro aspecto citado pelo analista é a questão da Basiléia nível 1 do Banco do Brasil, que é de 11,1%, “prejudicando um crescimento tão rápido como o anunciado, uma vez que o banco é bastante alavancado e teria que retirar estes recursos das reservas de títulos e aplicações interfinanceiras”.
Preço-alvo
Apesar de não acreditar na expansão anunciada pelo banco, a Planner reafirma as ações do BB como suas preferidas entre os grandes bancos listados na BM&F Bovespa, “principalmente por seu valuation atrativo”. A corretora tem o preço-alvo de R$ 42,30 para dezembro deste ano, com um potencial de valorização de 64,59% de acordo com o fechamento desta terça-feira (20).