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SÃO PAULO – A venda da Marfrig (MRFG3) de suas operações de logística da subsidiária Keystone Foods para a americana The Martin-Brower Company, anunciada na última sexta-feira (16), foi bem avaliada pelo mercado.
“Acreditamos que a venda é positiva para a Marfrig, já que reforça o foco da empresa apenas na produção de proteínas, além de ajudar a desalavancar a empresa e gerar caixa, o que tem sido a grande dificuldade da companhia nos últimos trimestres”, afirma o analista Francisco Ferrazi Kops, da Planner Corretora.
O negócio foi realizado por US$ 400 milhões, e envolve especificamente serviços e ativos voltados para atender a rede de fast food McDonald’s nos EUA, Europa, Oriente Médio, Oceania e Ásia, não incluindo a logística de produtos fabricados pela Keystone.
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Segundo o analista, mesmo apresentando execelente faturamento, de R$ 5,32 bilhões no segundo trimestre de 2011, a Marfrig continua com dificuldade de gerar lucro ao seu acionista, principalmente pelo peso da dívida na estrutura da empresa. A Marfrig terminou o 2T11 com dívida líquida de R$ 6,4 bilhões e relação dívida líquida/ebitda de 3,9x.