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SÃO PAULO – Os dados de produção da Petrobras (PETR3, PETR4) divulgados na última quinta-feira (16) não surpreenderam os analistas, que afirmam que de certa forma os números apresentados foram bons, mas não deverão impactar na cotação das ações da estatal.
A recomendação fornecida pela Planner para as ações preferenciais da empresa segue como compra, com preço-alvo de R$ 30,20, valor que representa um upside (potencial teórico de valorização) de 29,67% em relação a cotação do último fechamento. Já a Ativa Corretora manteve a recomendação neutra para as ações da estatal, enquanto o preço-alvo encontra-se em revisão.
Desempenho bom
Segundo os analistas da Planner, os números apresentados pela Petrobras ficaram em linha com as expectativas no mês de maio. Entretanto, se for levado em conta que houve paradas na produção da Bacia de Campos, a avaliação é que o desempenho da produção da estatal no mês passado foi positivo.
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Os analistas destacam que o impacto dessas paradas na Bacia de Campos foram mitigados “pela entrada de novos poços na Bacia de Campos e a continuidade neste aumento da produção é o quê acreditamos ser importante para fortalecer a geração de caixa da Companhia no curto prazo”.
Ações não devem ser impactadas
Já o analista Ricardo Corrêa, da Ativa, avalia que os números de produção são neutros para as ações da Petrobras, uma vez que a empresa já teria alertado para o fato de que a volta do crescimento da produção se dará a partir do próximo mês de julho. Isso porque a expectativa para esse período é que as paradas diminuam e novos sistemas entrem em produção.
Nesse contexto, Corrêa lembra que a meta de produção doméstica da Petrobras, de 2,1 milhões de barris por dia. “Não acreditamos em impacto nas ações, que continuarão refletindo a expectativa da divulgação da revisão do Plano de Negócios no curto prazo”, conclui o analista.