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SÃO PAULO – A Polícia Federal indiciou o dono da J&F, controlador do maior frigorífico do mundo, o JBS (JBSS3), e a ex-presidente do Banco Rural, Kátia Rabello, pela realização de empréstimos cruzados entre instituições financeiras nas quais possuem participação.
As operações envolveram empréstimos de R$ 160 milhões. A pena pode chegar até seis anos de prisão, além de multa. Foram indiciados, além de Kátia Rabello, outros representantes do Rural condenados por mensalão – Vinicius Samarane e José Roberto Salgado, além de Joesley Batista, controlador do J&F, e outras treze pessoas.
De acordo com os investigadores, eles participaram de uma sequência fraudulenta de operações financeiras e empréstimos bancários, de modo a burlar a legislação e realizar um aumento de capital do Banco Rural, conforme noticiado pelo jornal O Estado de S. Paulo na véspera.
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A investigação da PF chamou a atenção para empréstimos feitos em datas muito próximas entre empresas dos dois grupos. O banco Rural teria emprestado R$ 80 milhões ao grupo J&F Participações e à empresa Flora Produtos Higiene e Limpeza, em dezembro de 2011. E, no mesmo dia em que as empresas do grupo J&F receberam os empréstimos em sua conta no Banco Rural, o dinheiro foi transferido às contas do Banco Original, que pertence à J&F.
De acordo com a PF, o dinheiro do Rural voltou tanto para as empresas ligadas a ele quanto ao próprio banco.
Vale ressaltar que, no documento obitdo pela Folha de S. Paulo, a PF avalia que tudo que leva a crer é que o interesse no Banco Rural nesta operação foi a obtenção de recursos pela controladora, a Trapézio, para um aumento de capital de R$ 65 milhões. Tanto o grupo J&F quanto a ex-presidente do Banco Rural negaram a realização de empréstimos cruzados.