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SÃO PAULO – Ao contrário da alta prevista pelos analistas, os estoques de petróleo dos Estados Unidos caíram para 370,6 milhões de barris na semana passada, conforme dados divulgados pelo Departamento de Energia do país nesta quarta-feira (13).
Entre as semanas terminadas em 1 e 8 de maio, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA recuou em 4,7 milhões de barris, surpreendendo os analistas, que estimavam alta de 1 milhão de barris.
No mesmo sentido, o nível dos estoques de gasolina nos EUA mostrou redução de 4,1 milhões de barris. Ainda segundo o relatório, as refinarias norte-americanas operaram com 80,4% de sua capacidade operacional total, bem abaixo dos 85,3% registrados na semana anterior.
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Variação semanal
| Em milhões de barris | Semana até 8/5/2009 | Semana até 1/5/2009 | Variação |
| Óleo bruto | 370,6 | 375,3 | -4,7 |
| Gasolina | 208,3 | 212,4 | -4,1 |
| Derivados | 147,5 | 146,5 | +1,0 |
| Óleo para calefação | 39,6 | 38,6 | +1,0 |
Variação anual
| Em milhões de barris | Semana até 8/5/2009 | Semana até 8/5/2008 | Variação |
| Óleo bruto | 370,6 | 315,2 | +55,4 |
| Gasolina | 208,3 | 209,4 | -1,1 |
| Derivados | 147,5 | 107,6 | +39,9 |
| Óleo para calefação | 39,6 | 22,4 | +17,2 |
Preço do barril inverte sinal
Após a divulgação do documento, a cotação do petróleo inverteu a trajetória de queda vista durante grande parte da manhã. Desta forma, o preço do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 58,22
nesta quarta-feira, leve alta de 0,48% em relação ao último fechamento.
No mesmo sentido, o contrato com vencimento em junho de 2009, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 59,66 por barril, configurando uma alta de 1,38% frente ao fechamento anterior.
Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.
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Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.