Petrobras tem quebra de sigilo bancário decretada pela Justiça

Também teve seu sigilo bancário quebrado o ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa, preso recentemente, suspeito de desviar recursos da refinaria pernambucana
Visão aérea da plataforma P-52 da Petrobras na Bacia de Campos. 28 de novembro de 2007. REUTERS/Bruno Domingos
Visão aérea da plataforma P-52 da Petrobras na Bacia de Campos. 28 de novembro de 2007. REUTERS/Bruno Domingos

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SÃO PAULO – Após pedido feito pelo Ministério Público Federal, foi decretada pela Justiça, nesta quinta-feira (8), a quebra do sigilo bancário da Petrobras (PETR3; PETR4) para operações envolvendo as obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. O autor da decisão foi o juiz federal Sergio Moro, o mesmo que comanda a Operação Lava Jato, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo doleiros e fornecedores da estatal.

Em despacho divulgado nesta tarde, Moro determina que a estatal apresente em 20 dias o resultado da quebra discriminando detalhes das transferências, data, valor, contas envolvidas, entre outras informações. Levando em conta determinação da Justiça Federal do Paraná, o período em que incidirá a queda de sigilo será entre o primeiro dia de 2009 e o último de 2013.

Também teve seu sigilo bancário quebrado o ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa, preso recentemente pela PF, suspeito de desviar recursos da refinaria pernambucana.


Responsável pela cobertura de política do InfoMoney, coordena o levantamento Barômetro do Poder, apresenta o programa Conexão Brasília e o podcast Frequência Política.