Petrobras: segmento de gás e energia cresce 81% na passagem trimestral

Por outro lado, perdas líquidas da área de abastecimento cresceram; segmento de Exploração e Produção ficou estável

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SÃO PAULO – A Petrobras (PETR3, PETR4) divulgou nesta sexta-feira (11) o balanço relativo ao período entre julho e setembro de 2011, quando o lucro líquido atingiu seu menor patamar desde o primeiro trimestre de 2009. Na apuração dos resultados por área de negócio, o desempenho pior ficou com o segmento de abastecimento, enquanto gás e energia foi destaque ao apresentar uma alta de 81% do resultado líquido na passagem trimestral. 

O segmento de E&P (Exploração e Produção) teve ganhos líquidos de R$ 10,346 bilhões no terceiro trimestre, o que corresponde a uma leve variação negativa de 2% frente ao período anterior. A Petrobras explicou que a piora decorreu dos menores preços de venda e transferência do petróleo nacional, que ficou 6% inferior ao valor em dólares por barril visto entre abril e junho. No acumulado anual, o crescimento foi de 39%, para 30,266 milhões de barris diários.

Já a produção nacional no terceiro quarto do ano ficou praticamente estável tanto na comparação trimestral quanto anual. Na passagem trimestral, o recuo de 2% foi explicado pelas intervenções em poços e paradas programadas e não programadas. No acumulado do ano, a produção já chega a 2,363 milhões de barris diários, alta de 2% sobre os nove meses de 2010. 

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Abastecimento
Na área de abastecimento, a variação negativa do resultado líquido foi acentuada, de R$ 2,280 bilhões negativos no segundo trimestre, para R$ 3,157 bilhões negativos. A piora ocorreu por conta dos menores preços médios nas exportações, do aumento das importações, bem como dos efeitos da perda cambial sobre o endividamento. 

Esses efeitos foram parcialmente impactados por menores custos com a aquisição e transferência de petróleo.

Gás & Energia
No segmento de gás & energia, houve uma alta de 81% no resultado líquido do período frente aos três meses anteriores, chegando a R$ 1,351 bilhões. Na comparação entre janeiro e setembro de 2010 e 2011, o aumento foi de 176%, para R$ 2,613 bilhões.

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O maior volume comercializado de gás natural, gerado pelo crescimento da demanda da indústria, assim como pelo reconhecimento de créditos ficais foram parcialmente compensados pela alta dos custos da importação de gás, segundo a companhia.

Biocombustível e distribuição
No segmento de biocombustível, o resultado líquido negativo de R$ 37 milhões no segundo trimestre chegou a R$ 57 milhões negativos neste período, principalmente por conta do aumento de 10% nos preços médios de venda nos leilões e da estabilidade nos custos com matéria-prima.

Por fim, a área de distribuição fechou o terceiro trimestre com um lucro líquido de R$ 310 milhões, um aumento de 40% na passagem trimestral. A melhora decorreu do crescimento das vendas e das margens médias de distribuição, embora as despesas comerciais tenham aumentado.