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SÃO PAULO – Após o mercado ser surpreendido por uma megacaptação de US$ 8,5 bilhões na véspera, o noticiário segue movimentado para a Petrobras (PETR3;PETR4) nesta terça-feira (11).
Além dos investidores se mostrarem pessimistas após a captação, uma vez que pode aumentar o grau de alavancagem da companhia – medido pela relação entre a dívida líquida e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) – em mais de 4 vezes, a Fitch destacou que a companhia pode precisar de ainda mais. De acordo com a agência de classificação de risco, a estatal precisará mais do que US$ 12 bilhões – a soma entre esta captação e a primeira do ano, de US$ 3,8 bilhões.
Mas não é só a megacaptação da Petrobras que está no radar do mercado, uma vez que o desenrolar sobre as plataformas inacabadas e as acusações de pagamento de propina para a empresa holandesa SBM Offshore.
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Os diretores do Sindipetro-NF (Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense) devem ser ouvidos pela Comissão de Meio Ambiente do Senado sobre plataformas da Petrobras que estariam sendo lançadas ao mar mesmo inacabadas, como teria sido o caso da P-62.
Conforme denúncia feita pelo presidente e pelo diretor do Sindipetro-NF, José Maria Rangel e Norton Almeida, respectivamente, as plataformas estavam sendo finalizadas já no mar, o que, além de mais resultar em mais gastos para a estatal, traz grande risco para os trabalhadores.
Ainda segundo o sindicato a inauguração de plataformas inacabadas tem ocorrido por pressão do mercado, que quer o aumento da produção de petróleo, e por interesse do governo em favorecer a balança comercial do país.
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PT tentará barrar criação de comissão para investigar Petrobras
Além disso, destaque ainda para a notícia de que o PT (Partido dos Trabalhadores) tentará derrubar a proposta de criação de uma comissão externa temporária para investigar as denúncias envolvendo a Petrobras. Com a informação de que não existem investigações formais sendo conduzidas na Holanda sobre denúncias de que funcionários da Petrobras receberam propina da empresa holandesa SBM Offshore, o PT tentará barrar a comissão.
Segundo o líder do partido do governo na Câmara dos Deputados, Vicentinho (SP), pelo regimento da Casa, esse tipo de comissão só pode acompanhar uma investigação em andamento com a autorização do país.
Para Vicentinho, a iniciativa tem motivação unicamente política. “Todos nós somos favoráveis às investigações necessárias, mas, na nossa interpretação, é que [o requerimento foi apresentado] em hora errada, em local errado e em posição errada. Só está tendo força porque parte da base aliada está disposta a apoiar”, disse o deputado.
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O líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), alertou que a aprovação dessa comissão poderá criar uma delicada situação futura para os deputados. “Não me parece razoável [criar a comissão]. Entendo que a oposição e parlamentares insatisfeitos da base queiram desgastar o governo, mas não podemos fugir do debate principal.”
De acordo com Chinaglia, as denúncias não foram baseadas em “dados objetivos”, não apontaram nomes e podem prejudicar a Petrobras no cenário internacional. “Se quiser convidar [a presidente da Petrobras, Graça] Foster, somos favoráveis, mas não posso aceitar colocar o nome de uma empresa desse porte sob situação de questionamento de forma equivocada”, acrescentou.
Certo de que o impasse em torno da proposta é resultado da crise que se estabeleceu entre a Câmara e o Planalto nos últimos meses, Chinaglia antecipou que o governo deve intensificar as negociações e conversas com parlamentares nos próximos dias. “Temos que aproveitar esta semana para fazer todas as mediações. Existe divergência dentro das bancadas e este sentimento difuso que se organiza. O recado [da insatisfação] é público e notório, a ponto de o próporio governo estar fazendo reuniões com vários partidos.”
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(Com Agência Brasil)