Petrobras precisa de criatividade para driblar 5 problemas; confira

Se o plano de investimentos de 2014-2018 estiver pronto até o resultado, será apresentado na reunião do conselho e divulgado

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SÃO PAULO – Ainda neste início de ano, a Petrobras (PETR3; PETR4) deverá apresentar o seu plano de negócios para 2014-2018, um documento muito aguardado pelos investidores da companhia e que deverá ditar boa parte das ações da estatal no período de sua vigência. Neste ano, o Itaú BBA acredita que há cinco questões que deverão ser consideradas na divulgação, que, provavelmente, virá junto com o resultado no dia 25 de fevereiro.

Se o plano estiver pronto até o resultado, será apresentado na reunião do conselho e divulgado. Ele deverá ser bastante importante para mostrar o comprometimento da companhia com sua meta de endividamento líquido, de cerca de, no máximo, 2 vezes e meia a geração de caixa medida pelo Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). 

De acordo com os analistas do banco, neste ano, cinco questões deverão ser incluídas e necessitam de “uma alta dose de criatividade” para serem contornadas: 1) o capex (custos de capital) adicional do campo de Libra, 2) a perda de valor do real frente ao dólar, 3) o crescimento do endividamento, 4) a falta de paridade com os preços internacionais e 5) as novas refinarias da companhia. 

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Mais complexo
O plano deverá crescer em termos de complexidade. Ano passado, foram divulgadas duas linhas de investimentos: aprovados e em fase de aprovação, em cerca de US$ 208 bilhões e US$ 236 bilhões. Desta vez, diz o Itaú BBA citando Graça Foster, haverá uma terceira linha de projetos “mínimos”, excluindo aqueles que podem ser adiados caso haja a necessidade financeira. A diferença entre esse número e o orçamento já aprovado é contingência que a companhia pode fazer. 

Isso pode ser positivo para a manutenção da qualidade de crédito da empresa, principalmente se a empresa fizer uma série de compromissos sobre sua capacidade de endividamento nos próximos anos. Também estaria alinhado com a promessa da companhia de buscar maior racionalidade, que poderia ver uma redução nos investimentos.

O banco continua acreditando que a Petrobras deverá realizar um reajuste em breve, mesmo com as pressões inflacionárias e a frequente alta no preço do dólar. “Seria melhor fazer isso no início do ano, tanto por causa das eleições quanto para passar a mensagem de que existe uma fórmula de reajuste que justifique os investimentos, a despeito da piora no balanço da companhia”, destaca.

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O Itaú BBA, porém, lembra que atualmente tudo que se pode fazer é pensar e esperar. “Isso continua a ser um jogo de especulação”, termina o banco.