Petrobras firma acordo com a ANP para evitar paradas não programadas

Petrolífera assina compromisso com a agência para agendar previamente as inspeções e evitar novas paradas não programadas

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SÃO PAULO – Apesar do lucro líquido da Petrobras (PETR3, PETR4) ser fortemente afetado pela variação cambial no terceiro trimestre deste ano, a produção da companhia também sofreu retração no período (de 1%) e centrou as atenções em teleconferência com analistas de Almir Barbassa, diretor financeiro e de relações com investidores.

Apesar da entrada em operação de 15 poços entre julho e setembro, os quais adicionaram um total de 100 mil barris por dia, conforme divulgado por Barbassa, os números foram significativamente afetados por conta de paradas não-programadas, assim como pela parada programada de plataformas por um período mais extenso do que previsto anteriormente.

“As paradas programadas e, mais especificamente, as paradas não programadas, reduziram significativamente a produção e atingiu a meta do ano”, declarou Barbassa a analistas. Apenas no campo de Marlim as perdas com manutenção e problemas operacionais atingiram em 79 mil barris por dia, mostra a empresa. Contudo, para o final deste ano o número de paradas deve se reduzir, afirma Barbassa.

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Compromisso com a ANP
Nesse sentido, a companhia firmou um termo de compromisso com a ANP (Agência Nacional de Petróleo) no qual se estabelecem as datas nas quais serão realizadas inspeções, reduzindo, assim, o número de paradas não-programadas. “Só a previsibilidade maior já ajuda a reduzir os custos”, afirma Barbassa.

Além disto, em linha com as declarações anteriores de que a produção continuará a aumentar, mais 20 poços entrarão em operação neste último trimestre, sendo que quatro deles já tiveram início em outubro e o restante passará a integrar a produção da petrolífera entre novembro e dezembro. No total, a contribuição será de 213 mil barris de petróleo por dia.

Novas sondas no próximo ano
Portanto, a expectativa no futuro é que novas quedas na produção sejam evitadas, ainda mais com a chegada de novas sondas, “o que vai permitir um crescimento mais rápido na produção no pré-sal e a exploração que temos a fazer em águas profundas nas concessões que possuímos”, reitera.

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Segundo números apresentados nesta quarta-feira, 15 novas sondas devem chegar até o final de 2012, o que poderá adicionar 414 mil de barris de petróleo por dia no próximo ano, com a entrada em operação de cinco novas unidades, sendo quatro delas no segundo semestre.