Petrobras é acusada de esquema de corrupção em Porto Rico

Segundo informação do jornal O Globo, a petroleira teria se juntado com outras empresas estrangeiras para fornecer petróleo de menor qualidade e mais caro a estatal portorriquenha

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SÃO PAULO – Depois das investigações envolvendo a Petrobras (PETR3; PETR4) na Operação Lava Jato, agora a petroleira também é uma das rés em ação movida na Justiça dos Estados Unidos por um suposto esquema de corrupção na distribuição de energia em Porto Rico. Segundo informações do jornal O Globo, consumidores e empresas teriam movido o processo por conta de um aumento nas contas de luz no país devido à corrupção.

O esquema fez com que os portoriquenhos pagassem mais de US$ 1 bilhão em sobrepreço de energia elétrica desde 2002, avalia o escritório de advocacia Hagens Berman, que deu entrada na ação, no escândalo que ficou conhecido como “Cartel del Petróleo”.

Além da estatal brasileira, também estariam envolvidas as fornecedoras Petrobras America, Shell Trading, Puma Energy Caribe, Trafigura, PetroWest e Vitol. As companhias denunciadas teriam fornecido petróleo com características diferentes das acertadas em contrato para a Puerto Rico Electric Power Authority (Prepa). Esse combustível de qualidade inferior e maior risco ao meio ambiente custava um preço ainda maior à estatal portorriquenha, de modo que o dinheiro extra recebido pelas companhias contratadas era abocanhado como propina. Quem pagaria a conta, neste caso, seriam os consumidores, que pagavam suas contas de luz como se não houvesse adulteração no petróleo fornecido.  

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A advogada Elizabeth A. Fegan, sócia do Hagens Berman, a companhia brasileira teria diretamente ou por meio de intermediários, pressionado laboratórios a falsificar o resultado de testes para garantir que seu fornecimento de petróleo que não atendia às características necessárias fosse escondida dos auditores da EPA (Agência de Proteção Ambiental). “A Petrobras utilizava apenas laboratórios que concordassem em sempre participar do esquema”, disse.

À ação coletiva à qual o Globo teve acesso ainda mostra que o ex-diretor da Petrobras e delator da Lava Jato, Paulo Roberto Costa, teria assinado um contrato celebrado no Rio de Janeiro em 2006 no qual executivos da Prepa estiveram presentes.