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SÃO PAULO – A Petrobras (PETR3; PETR4) tem um risco pela frente dado uma possibilidade de descontinuidade parcial de sua contabilidade de hedge, alerta o Deutsche Bank. Para ele, esse movimento pode colocar em risco seus dividendos este ano e criar uma “bomba-relógio” de US$ 21 bilhões para a estatal.
A operação deve-se aos recentes acontecimentos, que podem exigir que a Petrobras reavalie o tamanho do hedge, como algumas de suas futuras exportações futuras, que podem ter se tornado menor devido à mudança de perspectiva de crescimento de produção e preços de petróleo mais baixos.
Neste caso, a Petrobras pode ser obrigada a interromper – pelo menos parcialmente – a utilização da contabilidade de hedge, o que poderia resultar em um reconhecimento imediato de uma perda cambial de US$ 21 bilhões não realizada, explica o analista Alexander Burgansky, que assina o relatório do banco, divulgado na noite de segunda-feira.
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Agora, se a companhia optar por continuar com o hedge, a empresa vai ter que começar a reclassificar essa gigantesca perda cambial de US$ 21 bilhões não realizada (depois de impostos) em sua declaração de renda a partir de 2016, pressionando significativamente seus lucros contábeis para os próximos nove anos (até 2025), atrasando o primeiro dividendo ordinário até 2018, aponta.
O analista acredita que, tendo em vista essa mudança, aumenta a probabilidade de um prejuízo contábil este ano, reduzindo a probabilidade de distribuição de dividendos para as ações preferenciais. “Enquanto o risco dos dividendos aumenta, nos ainda vemos um fluxo de dividendos futuros mais favorável às ações preferenciais do que as ordinárias”, disse Burgansky. O banco tem recomendação de venda para as ações ONs da estatal, com preço-alvo de R$ 4,90 por ação, enquanto recomenda manutenção para as PNs.
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