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SÃO PAULO – O segmento de R&M (refino e distribuição, na sigla em inglês) da Petrobras (PETR3, PETR4) tem contribuido cada vez menos para o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da estatal nos últimos trimestres, principalmente por conta do elevado preço do petróleo na cena internacional. Mas, para o analista Pedro Medeiros, do Citigroup, este segmento tem potencial para ser um vetor para as ações da petrolífera no curto prazo.
O analista revela que sua perspectiva está baseada em dois fatores. O primeiro seria o possível reajuste nos preços da gasolina e do diesel, os quais têm sido defendidos pelo presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, apesar da pressão contrária do governo, que segue cauteloso quanto ao impacto que um reajuste nos preços dos combustíveis teria para a já elevada inflação doméstica.
Custo de refino
O segundo ponto de vista no qual Medeiros baseia sua projeção é a perspectiva da estatal de que o custo por unidade no refino cairá, após a administração da companhia ter mencionado efeitos não recorrentes nos últimos dois trimestres.
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“Outro ângulo interessante a considerar no segmento R&M está relacionado ao custo por unidade no refino. O custo subiu ao longo dos últimos dois trimestres, para algo em média de US$ 4,8 por boe (barril de óleo equivalente), 28% acima do valor médio visto na primeira metade de 2010, de US$ 3,8 por boe”, destacou Medeiros.
Segundo o analista, se os custos de refino estiverem em níveis compatíveis com os patamares históricos da Petrobras no primeiro trimestre deste ano, então existe um risco potencial de aumento nas estimativas do Citi para os resultados da companhia em 2011. “No momento, uma recuperação poderia potencialmente adicionar mais 4% em nossa projeções de lucro para a Petrobras neste ano”, concluiu o analista.